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Cabo Verde e Angola querem reforçar cooperação na segurança marítima


Os Executivos de Cabo Verde e de Angola tencionam reforçar a atual cooperação no domínio da segurança marítima, de acordo com o ministro da Defesa e dos Assuntos Parlamentares cabo-verdiano, Rui Semedo. 



RuiSemedo e JoãoLourenço

O governante está em Angola para participar na Conferência Internacional sobre Segurança Marítima e Energética, que arrancou ontem em Luanda, tendo sido recebido à margem do evento pelo homólogo angolano, João Lourenço.

No final do encontro, Rui Semedo disse aos jornalistas que a segurança é uma das áreas prioritárias nas relações entre os dois países. “Principalmente a segurança marítima, que coloca a todos os Estados, mas também a Angola e Cabo Verde, desafios acrescidos e a necessidade de busca permanente de respostas para enfrentar com sucesso esses desafios e garantir que os mares sejam espaços seguros”.

O governante cabo-verdiano destacou ainda a importância da segurança marítima também como garantia da circulação normal e de todo o desenvolvimento da economia, baseada nas trocas entre os diversos países, mas também na segurança energética, em que Angola e outras nações têm grande interesse.

Rui Semedo assegurou que Cabo Verde pode contribuir para a segurança marítima com experiências nas trocas de meios, nas reflexões e no encontrar comum de respostas sobre os desafios, e ainda nos exercícios a ser desenvolvidos entre as forças armadas dos Estados. Sobre a cooperação com Angola em termos da segurança marítima, referiu que “é uma possibilidade que está a ser trabalhada há muito tempo e que continuará a manter-se na agenda para se desenvolver ainda mais”.


09-10-2015



Portal da Liderança


BCP e Atlântico avançam com fusão no mercado angolano


O Banco Millennium Angola (BMA) e o Banco Privado Atlântico (BPA) vão avançar com uma fusão em território angolano, em que a primeira instituição fica com uma participação de 20% no novo banco, anuncia o Banco Comercial Português (BCP). 



NunoAmado

O banco liderado por Nuno Amado refere em comunicado que esta operação reforça a sua capacidade de expansão em Angola, permitindo “obter condições para crescer em contexto adverso” e, simultaneamente, adaptar-se às implicações decorrentes da alteração da equivalência de supervisão decidida no final do ano passado pela Comissão Europeia relativamente aquele país africano.

O memorando de entendimento com o maior acionista do BPA, a Global Pactum - Gestão de Ativos, foi assinado hoje e, a concretizar-se, a fusão vai criar a segunda maior instituição privada em crédito à economia angolana, com uma quota de mercado aproximada de 10% em volume de negócios.


08-10-2015



Portal da Liderança


Governo de Angola aprova “via verde” para acelerar investimento privado


O Executivo angolano aprovou o novo regulamento para a realização de investimento privado no país, prevendo a criação de uma “via verde” para acelerar os procedimentos e unidades técnicas de apoio em cada ministério. 



BNA3

O decreto presidencial, a que a Lusa teve acesso, define todos os procedimentos, prazos, condições, direitos e deveres dos investidores angolanos e estrangeiros para a realização de novos investimentos no país, assegurando a criação de uma “via verde” para acelerar os projetos.

“O procedimento de investimento deve ter carácter urgente e beneficiar da prática da “via verde”, beneficiando de tratamento expedito e informatizado, dedicado, acompanhamento personalizado e integrando informaticamente os serviços públicos num “balcão de atendimento” ao nível de cada departamento ministerial”, lê-se no número 5 do artigo 12º.

O decreto presidencial n.º 182/15, datado de 30 de setembro, entra em vigor imediatamente após a sua publicação, embora aguarde ainda a criação das Unidades Técnicas de Apoio, e pretende ser um incentivo ao investimento em Angola, país que sofreu uma quebra significativa de receitas fiscais devido à descida do preço do petróleo e que está agora a tentar acelerar a diversificação económica, reduzindo a dependência do crude.

O decreto especifica as regras para os novos investimentos, mas é possível aplicar este novo regulamento aos projetos em curso, “desde que as regras a aplicar sejam mais favoráveis e que sejam requeridas pelo principal interessado”, segundo o diploma.

Tal como era esperado, os investimentos abaixo de 10 milhões de dólares são analisados pelo “titular do departamento ministerial da atividade dominante do investimento privado”, sendo que acima desse valor a tutela passa para o presidente da República, que pode, ainda assim, delegar no Ministério da tutela a análise das condições do investimento.

De fora deste regime, e portanto da exclusiva responsabilidade do presidente da República, José Eduardo dos Santos, ficam os investimentos propostos para os setores com “regimes jurídicos especiais, nomeadamente financeiro, mineiro e diamantífero, bem como outro previsto por lei, exceto quando resultar desses regimes legais a atribuição de competência a outro órgão”.

O documento que define as novas regras para os investimentos privados aborda também a questão da competência dos ministérios em função da área de atividade dominante do investimento, estipulando que “quando a atividade dominante no investimento a realizar seja da responsabilidade de mais de um departamento ministerial, consideram-se competentes os titulares dos departamentos ministeriais em causa”.

A questão principal, em caso de conflito de competências, é dirimida pelo conceito de atividade dominante, explica o documento. “Consideram-se atividades dominantes aquelas cujas atividades económicas da cadeia de valor do investimento a realizar dependam de registo, autorização, licenciamento ou concessão de um departamento ministerial".

Por outro lado, acrescenta o mesmo artigo, "não se considera para o efeito os estudos de impacto ambientais, ou técnico-económicos, licenciamento de instalações ou de importação de capitais ou equipamentos ou ainda de pessoal, nacional ou estrangeiro”.

O diploma obriga ainda à criação de unidades específicas de apoio ao investidor, quer nos ministérios, quer nos Governos provinciais, chamadas Unidades Técnicas de Apoio ao Investidor Privado (UTAIP), que são “responsáveis pelo procedimento de investimento previsto no presente regulamento”.

Nas províncias, estas UTAIP devem funcionar junto do gabinete do governador da província e terão como missão a “facilitação, contactos preliminares e orientação do investidor privado”.


08-10-2015



Portal da Liderança


Investigação portuguesa no tratamento de doença da próstata recebe prémio internacional


Isabel Silva, investigadora na Universidade do Porto, foi distinguida por um trabalho que propõe um novo mecanismo para o tratamento da hiperatividade vesical em homens com hiperplasia benigna da próstata. 



Laboratório

A estudante do Programa Doutoral em Ciências Biomédicas do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) foi galardoada com o prémio de “Melhor Comunicação-Painel em Investigação Clínica” apresentada na Reunião Mundial da International Society for Autonomic Neuroscience (ISAN), sociedade científica composta por investigadores especializados no estudo do Sistema Nervoso Autónomo, avança a Lusa.

O trabalho de Isabel Silva esteve a concurso com mais de 300 comunicações provenientes de mais de 30 países, incluindo quatro comunicações do grupo de investigação do ICBAS, liderado por Paulo Correia de Sá, refere a Universidade do Porto em comunicado. A entidade adianta que o mecanismo, descrito pela primeira vez e com aplicabilidade prática, vai originar o desenvolvimento de um futuro medicamento.

A hiperplasia prostática benigna, frequente em homens com mais de 50 anos, pode provocar estreitamento da uretra e dificultar o fluxo da urina. Como a bexiga não se despeja por completo em cada micção, tem de urinar com maior frequência, sobretudo à noite (nictúria), e a necessidade torna-se cada vez mais imperiosa.

O estudo apresentado pela investigadora portuense (intitulado “Blockage of UDP-sensitive P2Y6 receptors as a novel therapeutic strategy to control urine storage symptoms in men with bladder outlet obstruction”) foi realizado no âmbito da colaboração entre o Laboratório de Farmacologia e Neurobiologia do ICBAS, o Centro para a Descoberta de Fármacos e Medicamentos Inovadores (MedInUP) do ICBAS e o Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Porto (CHP).

A Universidade do Porto acrescenta que, a curto/médio prazo, o foco principal deste trabalho – entretanto publicado na revista “Autonomic Neuroscience: Basic and Clinical – é conseguir tratar a sintomatologia urinária persistente associada à irritabilidade da bexiga (mesmo após a remoção cirúrgica da próstata) com uma nova classe de medicamentos inovadores, eventualmente mais eficazes e com menos efeitos adversos que os utilizados atualmente.


07-10-2015



Portal da Liderança


Onze empresas portuguesas apostam em feira de tecidos em Xangai


Entre os dias 13 e 15 de outubro 11 empresas portuguesas participam na Intertextile Shanghai Apparel Fabrics, na China. Esta é uma das feiras de tecidos mais concorridas do mundo, com quase 4 mil expositores provenientes de 30 países e regiões. 



Tecidos

No Pavilhão de Portugal, que participa pela 10.ª vez na Intertextile Shanghai Apparel Fabrics, estarão a Lemar, a Gierlings Velpor, Paulo de Oliveira, A Penteadora, Riopele, Somelos, Somelos International, Ribera, Vilamoura 1984, Selectiva Moda e Troficolor.

O evento, organizado pela Messe Frankfurt, tem como tema a Sustentabilidade. Em 2014 reuniu 3.844 expositores de 30 países e regiões. A organização do Pavilhão de Portugal cabe à Seletiva Moda, o organismo da Associação de Têxteis e Vestuário de Portugal encarregue de promover o país nas feiras internacionais.

Em 2014 as exportações de têxteis portugueses para a China atingiram os 5,5 milhões de euros, num acréscimo de 10% em relação ao ano anterior. O aumento maior foi nas áreas dos filamentos sintéticos e das fibras artificiais, que escalaram 104% e 26%, respetivamente; e os tecidos de algodão mantiveram o primeiro lugar, faturando cerca de metade do total: 2,28 milhões de euros, mais 10% que em 2013.

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07-10-2015



Portal da Liderança


Raúl Mascarenhas: TIC na Reforma do Estado? É uma revolução semelhante ao fim do “papel selado”

Graças às tecnologias da informação e comunicação (TIC), a partilha entre departamentos do Estado permite eficiências que a maioria das organizações privadas nem imagina, diz o presidente da direção da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI). Raúl Mascarenhas frisa ainda que Portugal se destaca a nível mundial em termos de governação eletrónica. 

A APDSI fez recentemente um debate com as forças políticas portuguesas sobre as “Estratégias para a Sociedade da Informação e do Conhecimento” dos diferentes partidos políticos – estes estão sensibilizados para a governação eletrónica, para a introdução de novas tecnologias na administração pública?
O debate conduzido com os partidos políticos com assento parlamentar ilustrou a preocupação dos mesmos com os temas da governação eletrónica, matéria em que Portugal já se destaca a nível mundial e cuja preocupação passa não apenas pela disponibilização de meios e de acesso mas também pelo combate à iliteracia digital.

No debate, tendo em conta os argumentos apresentados, considera os partidos preparados para a modernização administrativa?
Entendo que todos os partidos têm uma perspetiva que ultrapassa a simples modernização administrativa vista apenas na perspetiva da produtividade para se centrarem no serviço ao cidadão.

Quanto às medidas da Reforma do Estado com impacto nas TIC, são exequíveis, ou passíveis elas mesmas de uma “reforma”?
A pergunta coloca as prioridades de forma inversa. Não é a Reforma do Estado que tem impacto nas TIC. É o correto uso das TIC que pode potenciar e ultrapassar barreiras na Reforma do Estado.

Assim sendo, como podem as TIC potenciar e ultrapassar barreiras na Reforma do Estado?
As TIC, pela rede formal e informal que possibilitam, estimulam a comunicação entre departamentos do Estado, e desta partilha e quebra de barreiras burocráticas nascem eficiências redobradas que permitem, por exemplo, ao cidadão o “only once”. Ou seja, que o Estado não solicite ao cidadão um documento ou prova que o próprio Estado já possui ou é o fornecedor da dita prova. Parece pouco? É muitíssimo, nem a maioria das organizações privadas (instituições financeiras, de saúde ou de transporte) atingiu ainda este estádio. É uma revolução semelhante ao fim do “papel selado”.

Os sistemas de informação (SI) tornaram a máquina fiscal mais eficaz, permitiram afinar as cobranças – de que forma podem também contribuir para uma maior poupança/redução da despesa por parte do Estado?
Os sistemas de informação permitem novos processos, caso contrário são mera automatização e mesmo aí podem gerar benefícios, mas é sobretudo uma mudança no modo de fazer com recurso à tecnologia, e que implica também novas atitudes dos agentes e cidadãos que levam a ganhos mais relevantes. Quando se altera o processo de compras públicas, com recurso também à tecnologia, as poupanças na aquisição, no processo de agregação de necessidades e no tempo que libertam os organismos destas tarefas comuns são muito consideráveis.

Tendo em conta a sua experiência, pode dar um exemplo de uma aplicação com sucesso das TIC/SI na administração pública?
Na Saúde, a que estive ligado recentemente, o uso de uma plataforma de dados que permite a diversos pontos de contacto clínico registar e partilhar informação, alertar para riscos de reações adversas a diferentes medicamentos, uma prevenção de duplicação de análises e exames, com a diminuição não apenas de custos mas das incomodidades para os utentes – é um claro exemplo de onde as TIC ajudam ao processo, à economia e a um melhor serviço ao cidadão. 

E um exemplo de como a não aplicação (por falta de verba ou atrasos no processo) está a afetar os serviços públicos?
Todas as intervenções que sofrem atrasos, e a maior parte deles são processuais e burocráticos e não particularmente por falta de verbas orçamentais, sofrem com estas barreiras.

O que é que a APDSI tem vindo a fazer para mudar o panorama?
Produziu recentemente o estudo “Contributos para a Reforma do Estado – Uma visão da Sociedade da Informação”, com muitas sugestões e análises críticas cuja leitura recomendo.

Nesse sentido, quais os objetivos da APDSI a curto prazo?
Para além da divulgação deste estudo e o seu aprofundamento em seminários temáticos, a discussão com os futuros dirigentes e governantes sobre a sua aplicação.

07-10-2015


Armanda Alexandre/Portal da Liderança


Raúl Mascarenhas, formado em Estratégias Negociais e Gestão, tem graduações pela Harvard Law School, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e pela Stanford University Graduate School of Business. O presidente da direção da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação foi sócio da Andersen Consulting/Accenture durante 15 anos. Entre 2005 e 2007 ocupou o cargo de chief operating officer nos CTT. Em seguida ingressou na Logica/Edinfor (hoje CGI) como chief executive officer. De 2008 a 2010 exerceu a função de partner na consultora Deloitte. Até março de 2013 foi presidente do conselho de administração da SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. É atualmente administrador e advisor na WeDo Technologies.


 

Angola e Moçambique crescem este ano ao ritmo mais baixo desde a crise


O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera, nas Perspetivas Económicas Mundiais, que Angola e Moçambique vão ter este ano o menor crescimento económico desde a crise financeira mundial de 2009, de 3,5% e 7%, respetivamente. 



FMIWashington

O documento, divulgado hoje em Washington com o título “Ajustando à descida do preço das matérias-primas”, indica que Angola vai crescer 3,5% em 2015 e 2016, ao passo que Moçambique abranda para 7% este ano, recuperando para 8,2% no próximo e conhecendo um crescimento exponencial de 17,6% em 2020, quando as exportações de gás natural começarem.

Angola, por seu turno, deverá estar a crescer 5,2% em 2020, mostrando que a descida do preço do petróleo e o consequente impacto nas receitas fiscais terá efeitos prolongados no desenvolvimento económico do país.

A Guiné Equatorial, o único país lusófono africano em recessão, deverá manter o crescimento negativo este ano (10,8%) e no próximo, embora em 2016 a recessão seja de apenas 0,8%.

“O crescimento na África subsaariana deve abrandar de 5% em 2014 para 3,8% este ano, uma revisão de 0,7 pontos percentuais face à previsão de abril”, referem os economistas do FMI, que consideram que o abrandamento é essencialmente devido “às repercussões da queda dos preços das matérias-primas, particularmente do petróleo, bem como a uma procura menos intensa da China – o maior parceiro comercial da África subsaariana – e o “aperto” nas condições financeiras globais para as economias de mercado de fronteira”.

No documento, o FMI particulariza os maiores exportadores de petróleo no continente, notando que a Nigéria crescerá apenas 4% este ano, mais de 2 pontos abaixo do ano passado”, “e o crescimento em Angola também deverá abrandar de quase 5% em 2014 para 3,5% este ano”.

Entre os importadores de petróleo, o crescimento médio será de 4%, em média, com a maioria a continuar a ter “um crescimento sólido, especialmente os países de baixo rendimento, onde o investimento em infraestruturas e o consumo privado continuarão fortes”.

Países como a Costa do Marfim, a República Democrática do Congo, a Etiópia, Moçambique ou a Tanzânia “deverão continuar a registar um crescimento de 7% ou mais neste ano e no próximo”, conclui o FMI.


06-10-2015



Portal da Liderança


Nobel da Física distingue descoberta de massa nos neutrinos


Os trabalhos do japonês Takaaki Kajita e do canadiano Arthur B. McDonald sobre os neutrinos, partículas elementares, são os distinguidos com o prémio Nobel da Física 2015. 



neutrinos

A seguir aos fotões, os neutrinos são as partículas elementares mais abundantes no universo, sendo que, a cada segundo, milhares de milhões passam pelos nossos corpos. Pensava-se que estas partículas não tinham massa. Mas o trabalho de Kajita e McDonald, desenvolvido de forma separada em laboratórios no Japão e no Canadá, veio alterar esta perceção.

O júri sueco premiou os dois investigadores “pela descoberta das oscilações dos neutrinos, que demonstram que os neutrinos têm massa”, permitindo compreender o funcionamento interno da matéria e, dessa forma, conhecer melhor o universo.


06-10-2015



Portal da Liderança


BRICS? Já eram! Investidores estão a partir para 6 novos mercados


Os investidores estão a dizer adeus ao Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) e a concentrar-se nos “próximos seis” mercados emergentes com oportunidades interessantes: México, Indonésia, Turquia, Nigéria, Polónia e Argentina. 



BRICS

A consultora International Strategic Analysis (ISA) refere numa nota enviada aos investidores, e a que a Lusa teve acesso, que “o abrandamento do crescimento na China e em cada um dos outros mercados emergentes, com exceção da Índia, fez os investidores e exportadores aumentarem a procura de outros mercados emergentes que lhes possam oferecer oportunidades de crescimento significativo nos próximos meses, e muito do seu foco está nos próximos seis mercados emergentes em termos de escala económica”.

México, Indonésia, Turquia, Nigéria, Polónia e Argentina são, assim, os próximos seis países que estarão no radar dos investidores, embora os analistas da ISA notem que há diferenças significativas face aos BRICS originais: “a escala inferior oferece oportunidades de crescimento muito menores, uma vez que a população total dos BRICS chegava aos 3 mil milhões, enquanto a população somada destes seis países ronda os 720 milhões”.

Além disso, “vários destes novos mercados emergentes passaram por má gestão económica que dificultou a capacidade de competir com os rivais maiores por investimento ou oportunidade de exportação, bem como beneficiar dos recursos naturais”, acrescentam os analistas, que concluem que, “como os mercados domésticos são bastante menores que os da China ou Índia, continuam muito mais expostos a variações na procura nos seus principais mercados exportadores a flutuações nos preços das matérias-primas”.

Ainda assim, há vários traços comuns nestes novos mercados, a começar pelo tamanho médio das economias, que vai desde os 1,2 mil milhões do México até aos 540 mil milhões da Argentina, continuando na relativamente grande população, principalmente na Indonésia e na Nigéria, com 256 e 183 milhões, respetivamente, e passando ainda pela “localização vantajosa para o crescimento económico e o investimento”.

Como exemplos são dados o caso do México, com uma posição privilegiada para aceder ao mercado norte-americano, e a Polónia, dentro da União Europeia.

As oportunidades, concluem, existem porque os países estão a tomar medidas para facilitar o investimento estrangeiro, o que indica que “à medida que as oportunidades de crescimento nos BRICS diminuem, estas economias no próximo nível vão estar em posição de receber significativos aumentos nos investimentos externos”.


06-10-2015



Portal da Liderança


E as marcas mais valiosas do globo são… a Apple e a Google. De novo


A Apple e a Google são consideradas, pelo terceiro ano consecutivo, as maiores marcas do mundo pela consultora Interbrand, no seu Best Global Brands Report de 2015.
 



AppleGoogle

A criadora do iPhone valorizou 43% face a 2014, para 170,276 mil milhões de dólares. Enquanto a gigante de pesquisa online viu a sua avaliação aumentar 12%, atingindo os 120,314 mil milhões de dólares.

Mais de 20 das 100 marcas no ranking são tecnológicas. Por exemplo, a Microsoft ocupa a 4.ª posição (67,6 mil milhões) e IBM a 5.ª (65 mil milhões), a Samsung a 7.ª (45,2 mil milhões) e a Amazon a 10.ª (37,9 mil milhões), sendo que a Interbrand não considera a IBM e a Amazon empresas de tecnologia, mas sim de serviços e de retalho.

E depois há duas marcas “habitués” que nem sequer constam na lista este ano: a Nokia e a Nintendo.

Mas é o Facebook que, apesar de ocupar o 23.º lugar, com um valor de marca nos 22 mil milhões de dólares, apresenta o maior crescimento entre 2014 e 2015, de 54%.

A Volkswagen, envolta no maior escândalo na história da insígnia, desvalorizou 9%, para 12,545 mil milhões de dólares, ocupando o 35.º lugar.


05-10-2015



Portal da Liderança


Jack Dorsey assume oficialmente o cargo de CEO do Twitter


A novidade foi anunciada pelo executivo via um tweet na rede social. Jack Dorsey, um dos quatro fundadores do Twitter e que desde junho ocupava a presidência como interino, é o novo CEO da companhia americana. 



JackDorsey

Nove anos após ter fundado a plataforma de microblogues, o responsável ocupa a cadeira de CEO, cargo que estava a exercer de forma provisória nas últimas semanas, após a saída de Dick Costolo.

Apesar de o conselho de administração do Twitter ter declarado que procurava um executivo “a tempo inteiro”, Jack Dorsey acumula o novo cargo com o de diretor executivo da Square, empresa ligada a sistemas de pagamento eletrónico.


05-10-2015



Portal da Liderança


Nobel da Medicina reconhece investigação contra malária e parasitas


O Nobel da Medicina este ano distingue o novo tratamento contra a malária desenvolvido pela chinesa Youyou Tu e as novas terapias criadas pelo irlandês William C. Campbell e o japonês Satoshi Ōmura, que permitem combater as infeções causadas por parasitas nematoides (como as lombrigas).



NobelMedicina2015


Os três investigadores desenvolveram novos fármacos para algumas das piores doenças causadas por parasitas: a cegueira dos rios (oncocercose), a elefantíase (filariose linfática) e a malária, transmitida por mosquitos.

Estas doenças afetam todos os anos milhões de pessoas, sobretudo nas regiões mais pobres do planeta (África subsaariana, o sul da Ásia e a América central e do sul), refere o Comité Nobel no comunicado divulgado esta segunda-feira de manhã.

Youyou Tu (professora catedrática da Academia Chinesa de Medicina Tradicional, de 84 anos) descobriu a artemisinina (derivada de um composto vegetal com uso milenar no Oriente), que permite reduzir de forma significativa a taxa de mortalidade entre os 450 mil doentes de malária que acabam por morrer todos os anos.

William C. Campbell (investigador jubilado da Universidade de Drew, EUA) e Satoshi Ōmura (professor jubilado da Universidade de Kitasato, de 80 anos) descobriram um novo fármaco, a avermectina, cujos derivados reduziram de forma considerável a incidência da cegueira dos rios e da elefantíase, limitando também o surgimento de outras doenças causadas por parasitas.

A descoberta da artemisinina e da avermectina veio revolucionar o combate às doenças provocadas por parasitas que afetam 3,4 mil milhões de pessoas, indica o Comité Nobel. A artemisinina, quando utilizada em combinação com outras drogas, permite reduzir em 20% a taxa de mortalidade dos doentes com malária, o que, em África, “significa que mais de 100 mil vidas são poupadas todos os anos”, afirma o Comité Nobel. A Organização Mundial de Saúde (OMS) espera erradicar a malária em 35 países até 2035. E a ivermectina, por exemplo, um dos derivados da avermectina, há de permitir, de acordo com os programas lançados pela OMS, erradicar a cegueira dos rios até 2025 nos 31 países onde é endémica, e a elefantíase até 2020 em 61 das 81 nações onde há casos registos.


05-10-2015



Portal da Liderança


Moçambique sobe no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana mas piora avaliação


Moçambique ascendeu ao 21.º lugar no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana (IIGA) 2015, apesar de a avaliação geral ter piorado ligeiramente face ao ano passado. 



MozambiqueFlag

A avaliação de Moçambique desceu 0,2 pontos, para 52,3 numa escala de 100, prejudicada pelo mau desempenho nas categorias de Segurança e Estado de Direito e de Oportunidades Económicas Sustentáveis, de acordo com a agência Lusa.

As subcategorias Estado de Direito, Responsabilização, Segurança Pessoal, Segurança Nacional, Ambiente de Negócios, Infraestruturas e Educação foram as que registaram maiores recuos.

Pelo contrário, verificou-se uma evolução positiva nas categorias de Participação e Direitos Humanos e de Desenvolvimento Humano, suportadas pelas melhorias nas subcategorias de Direitos Cívicos, Igualdade de Género, Administração Pública e Saúde.

Moçambique tem uma avaliação superior à média geral de 50,1 pontos, mas ainda está abaixo da média regional de 58,9 pontos da África Austral.

Em 2014 Moçambique tinha recuado dois lugares, para a 22.ª posição do IIGA, que então só abrangia 52 países. Este ano o Índice passou a incluir o Sudão do Sul e Sudão, pela primeira vez desde a separação dos dois países.

Criado em 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, o Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) mede anualmente a qualidade da governação nos países africanos através da compilação de dados de diversas fontes. O objetivo é informar e ajudar os cidadãos, Governos, instituições e o setor privado a avaliar a provisão de bens e serviços públicos e os resultados das políticas e estimular o debate sobre o desempenho da governação com base em dados concretos e quantificados. A avaliação é feita de acordo com quatro categorias: Segurança e Estado de Direito, Participação e Direitos Humanos, Oportunidades Económicas Sustentáveis e Desenvolvimento Humano, divididas por 14 subcategorias. Usa 93 indicadores e informação recolhida junto de 33 instituições globais.


05-10-2015



Portal da Liderança


Elsa Lima é a nova diretora de vendas & marketing no Cascade Wellness & Lifestyle Resort


O Wellness & Lifestyle Resort, em Lagos, no Algarve, nomeou Elsa Lima para diretora de vendas & marketing. 



ElsaLima

Com 13 anos de experiência no ramo, a responsável iniciou o percurso profissional no grupo Regency Hotels & Resorts, na ilha da Madeira. Em 2005 integrou a agência de viagens Oasis Travel como sales account senior, e nos últimos sete anos desempenhou os cargos de international sales manager e director of sales no Belmond Reid’s Palace, na Madeira.


Elsa Lima refere em comunicado que, “será um grande prazer promover o Cascade Wellness & Lifestyle Resort e o serviço ímpar que propomos, bem como o leque eclético de ofertas, tanto a nível de alojamento como de bem-estar”. A responsável acrescenta que 2016 “será um ano em que o hotel irá continuar a apostar fortemente em ações diversas de vendas & marketing nos principais mercados Internacionais, mas com um enfoque muito particular também no mercado nacional”.


05-10-2015



Portal da Liderança


Vinho alentejano exporta mais 14% para Angola mas produtores esperam quebra


A exportação de vinhos do Alentejo para o mercado angolano cresceu 14% no último ano até final de agosto, mas os produtores já assumem preocupação com a evolução do mercado face à crise que se faz sentir no país africano. 



Vinho


De acordo com números transmitidos à Lusa pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), à margem de ações de promoção dos vinhos da região portuguesa realizadas nos últimos dias em Luanda e no Lubango (sul do país), Angola é o principal mercado de exportação fora da União Europeia, com uma faturação de 16 milhões de euros no último ano e 4,3 milhões de litros.

Maria Amélia da Silva, da CVRA, afirma que “até agora ainda não nos estamos a ressentir da crise em Angola. O que tenho ouvido nos últimos dias assusta-nos um bocado, mas temos de ter esperança e continuar a promover os vinhos”.

Na ação de promoção dos vinhos alentejanos em Angola, que se realiza anualmente, participaram 22 produtores. A tónica, além do receio com a crise angolana – financeira, económica e cambial, devido à quebra das receitas com a exportação de petróleo –, é de manter a aposta neste mercado.

“O que os produtores podem fazer neste momento é continuar a acreditar e não desinvestir. O mercado angolano é o mercado por excelência dos vinhos alentejanos. Nesta fase mais difícil o vinho alentejano tem de estar presente e não abandonar o mercado”, frisa Maria Amélia da Silva.

A Adega de Borba é uma das marcas que aposta em Angola, com um volume de vendas de meio milhão de euros em 2014, cenário que não se deverá repetir este exercício, face a um mercado em retração. “Este ano vamos ter uma quebra, estou a contar com uns 30%. Neste momento não há muito que se possa fazer, a dificuldade é importar o produto [dificuldades de divisas], as ruturas que temos tido não têm facilitado, mas é acreditar que isto vai mudar”, reconhece à Lusa Sofia Araújo, representante da Adega de Borba no país.

A Fundação Eugénio de Almeida, com um portefólio de sete marcas, é outro dos produtores alentejanos que tem em Angola o principal destino de exportações fora da Europa, representando vendas de 3 milhões de euros anuais, mas também mostra “apreensão”. “Teríamos melhores perspetivas para o corrente ano se a economia angolana nos mostrasse sinais de maior esperança. Neste momento temos um grande receio, mas continuamos a investir e acreditamos que de futuro seja melhor”, diz o representante da marca, Bruno Ramos.

Os vinhos da Adega Mayor faturam anualmente em Angola cerca de 900 mil euros, operação que tem vindo a ser facilitada pela presença do grupo Nabeiro no país (nomeadamente na área do café). Apesar das dificuldades atuais, o país representa 70% das exportações desta marca de vinho alentejana.

Os vinhos do Alentejo congregam 263 produtores e uma área total de vinha de 20.800 hectares, dos quais 14.698 hectares referentes à Denominação de Origem Certificada (DOC) alentejana..


02-10-2015



Portal da Liderança


Português Paulo Ribeiro de Melo renova mandato na Federação Dentária Internacional


O médico dentista português Paulo Ribeiro de Melo foi reeleito para um novo mandato de três anos como vice-presidente do Comité de Saúde Pública da Federação Dentária Internacional (FDI). 



PauloRibeirodeMelo

Paulo Ribeiro de Melo, que é também secretário-geral da Ordem dos Médicos Dentistas, foi reeleito para o Comité de Saúde Pública da FDI durante a assembleia-geral da instituição, que decorreu na Tailândia a par do congresso mundial organizado anualmente pela FDI (que reúne mais de 1 milhão de médicos dentistas do globo).

Para o médico dentista, a recondução no cargo representa “a possibilidade de dar continuidade ao trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos anos. Este comité é um dos mais importantes da FDI por ser aquele que implementa os programas de promoção e prevenção das doenças orais em países em vias de desenvolvimento”.

Entre as atividades desenvolvidas pelo Comité de Saúde Pública da FDI Paulo Ribeiro de Melo destaca “o programa Brush Day & Night (“Escova de manhã e à noite”), que abrange 10 países e incentiva as crianças à escovagem dos dentes duas vezes ao dia; e o World Dental Development Fund (Fundo Mundial para o Desenvolvimento da Medicina Dentária), que apoia programas de prevenção e promoção de saúde oral em países mais carenciados”.


02-10-2015



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Angola adia emissão de dívida pública à espera de melhores condições de mercado


O Governo angolano adiou a realização de um roadshow na Europa e nos EUA que tinha como objetivo promover a primeira emissão internacional de títulos de dívida, no valor de 1,5 mil milhões de dólares, devido às condições do mercado. 



BNAlarge

De acordo com a agência de notícias financeira Bloomberg, o Governo angolano desmarcou a reunião que tinha previsto realizar em Londres com investidores internacionais para garantir o apoio na primeira emissão de dívida nos mercados internacionais.

A emissão de dívida pública, a par de empréstimos concessionais e nos mercados financeiros, e de um conjunto de medidas do lado da despesa, tem sido o pilar da resposta de Angola à descida do preço do petróleo e à consequente degradação das receitas fiscais e da situação económica geral do país.

As taxas de juro que os investidores exigem para transacionar títulos de dívida pública de Angola deteriorou-se de forma significativa na última semana, subindo mais de um ponto percentual, de 7,64 para 8,68% para emissões com maturidade a quatro anos, de acordo com a contabilização feita pela Bloomberg.

Segundo a agência, a emissão de dívida não terá sido cancelada, mas apenas adiada, estando o Governo angolano à espera que as condições de mercado melhorem, o que não parece vir a acontecer num futuro próximo, não só porque a generalidade dos analistas antevê que o preço do petróleo se mantenha em níveis baixos face ao passado recente, mas também porque na semana passada a agência de notação financeira Fitch reviu em baixa o rating da nação. “A dependência de Angola dos hidrocarbonetos deixa o país exposto à forte descida nos preços do petróleo, o que resultou num aumento da dívida pública, queda das reservas e diminuição do crescimento económico”, refere a Fitch na nota enviada aos investidores, na qual anuncia a descida do rating de BB- para B+, com perspetiva de evolução estável, num patamar que os investidores geralmente apelidam de lixo, isto é, abaixo da recomendação de investimento.

A descida do rating atribuído pela Fitch a Angola para B+ compara com a nota de Ba2 atribuída pela Moody’s e é igual à que a Standard & Poor’s dá a Angola, sendo que todas as notas estão abaixo da recomendação de investimento.

Em março, a agência de rating já tinha avisado que a avaliação do crédito soberano do país poderia descer, quando colocou Angola numa perspetiva de evolução negativa. E em agosto avisou que reconhecia os esforços do Governo para equilibrar a queda das receitas fiscais, mas mantinha que a descida dos preços do petróleo era um enorme desafio.

Agora, a Fitch concretiza a degradação do rating, embora reconheça que as autoridades tiveram uma “atitude proativa de consolidação orçamental, incluindo uma previsão conservadora face ao preço do barril (40 dólares), cortes de despesa corrente e de capital, e removendo os subsídios aos combustíveis”.

Nas previsões macroeconómicas, a Fitch mantém os 4% de défice das contas públicas este ano, mas antevê um crescimento económico de apenas 3% face aos 6,6% inicialmente esperados, o que compara com os 4,4% oficialmente apontados pelo Governo como meta para este ano.

Relativamente ao futuro, a agência de rating diz que não espera mudanças tão cedo: “a perspetiva de evolução estável reflete a avaliação da Fitch de que os riscos para subir ou descer o rating estão atualmente equilibrados, por isso não antecipa desenvolvimento que possa, com probabilidade, levar a mudanças no rating”.


01-10-2015



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Sete universidades portuguesas estão entre as 800 melhores do globo


São sete as instituições portuguesas de ensino superior que constam no top 800 da edição mais recente do ranking da Times Higher Education (THE). 



IST

O Instituto Superior Técnico (IST) é o melhor classificado entre as entidades lusas. A lista (em que, a partir da posição 200, as instituições são distribuídas por grandes intervalos) coloca o IST entre os lugares 351 e 400.

A Universidade de Aveiro, a Universidade de Coimbra, a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade do Porto surgem no intervalo de 401 a 500 (este ano o ranking passou de 400 para 800 entidades).

A Universidade do Minho e a Universidade de Lisboa (UL), que na lista anterior eram as únicas portuguesas a figurar entre as 400 melhores do mundo (nos lugares 351 a 400), surgem agora no intervalo 501 a 600.

O “Púlico” ressalva o facto de o IST estar entre as posições 351 a 400 apesar de fazer parte da UL, que está quase 200 lugares abaixo, e cita o editor do ranking, Phil Baty, que afirma que tal se pode explicar pelo facto de as duas entidades terem submetido informação de forma separada.

O California Institute of Technology mantém-se no topo do ranking da Times Higher Education (THE) pelo quinto ano consecutivo, seguido das universidades de Oxford e de Standford.


01-10-2015



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Nuno Antunes assume direção de novo departamento da Tours For You


Nuno Antunes iniciou funções na operadora especializada em serviços de turismo de charme e de luxo Tours For You, onde assumiu a direção do novo departamento MICE (meetings, incentives, conferences and exhibitions) lançado com a marca TFY Events. 



Nuno Antunes

Licenciado em Gestão Hoteleira, Nuno Antunes conta com um percurso profissional de 15 anos, com destaque para as funções exercidas no grupo Onyria e no Bairro Alto Hotel na qualidade de diretor comercial.

Nuno Tavares, fundador e CEO da Tours For You, afirma em comunicado que “o intuito desta contratação foi o de encontrar a pessoa ideal para assumir esta nova posição de diretor de eventos. Trata-se de um novo departamento, para uma área tão específica, que necessita de um gestor 100% focado. Temos organizado em Portugal diversos eventos para clientes internacionais, mas chegou o momento de isolar esta missão da restante atividade de recetivo de luxo da Tours For You”.


01-10-2015



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BPI cria holding para gerir participações nos bancos africanos e contornar grandes riscos


O Banco BPI apresentou um projeto de cisão que visa criar uma nova sociedade para gerir as participações que detém no Banco de Fomento Angola (BFA), no Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Moçambique, e no BPI Moçambique, avança a Lusa. 



FernandoUlrich

“Através desta operação será destacado do Banco BPI o conjunto patrimonial que integra as participações sociais correspondentes a 50,1% do capital social do Banco de Fomento Angola (BFA), a 30% do capital social no Banco Comercial e de Investimentos e a 100% do capital social no BPI Moçambique - Sociedade de Investimento”, anuncia em comunicado o banco liderado por Fernando Ulrich.

Para a “Nova Sociedade”, como o banco a designa, vão ser também transferidos os ativos e posições jurídicas relacionados com a atividade das unidades económicas que vão ser destacadas.

A Nova Sociedade terá um capital social de 46 milhões de euros (1,45 mil milhões de ações com um valor de emissão unitário de 0,03170603647 euros) e, na data de produção de efeitos da cisão, “será atribuída aos acionistas do Banco BPI uma ação da Nova Sociedade por cada ação do Banco BPI detida”, refere a entidade na nota.

“As ações da Nova Sociedade serão objeto de pedido de admissão à negociação no Euronext Lisbon”, acrescenta.

Além de alertar que este projeto de cisão só avança depois das necessárias autorizações (quer dos acionistas, quer dos credores, quer dos reguladores), o banco adianta outra novidade ao mercado. “O conselho de administração tomou conhecimento de uma manifestação de interesse em adquirir uma participação minoritária no capital social do BFA”. “A esse propósito, e sem prejuízo do prosseguimento do processo da operação de cisão acima referida, o conselho de administração manifestou a sua disponibilidade para receber e analisar uma proposta que concretize a referida manifestação de interesse, bem como propostas de outras entidades que permitam alcançar uma solução para a situação referida no primeiro parágrafo”.

No primeiro parágrafo mencionado no comunicado disponibilizado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o BPI explica que o projeto de cisão tem por objetivo “solucionar a ultrapassagem do limite dos grandes riscos” relacionados com a operação angolana do banco, depois de terem sido revistas as regras europeias sobre a exposição de instituições bancárias da União Europeia (UE) a entidades que atuam noutros países.


30-09-2015



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