2 minutos de leitura
Moçambique ascendeu ao 21.º lugar no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana (IIGA) 2015, apesar de a avaliação geral ter piorado ligeiramente face ao ano passado.

A avaliação de Moçambique desceu 0,2 pontos, para 52,3 numa escala de 100, prejudicada pelo mau desempenho nas categorias de Segurança e Estado de Direito e de Oportunidades Económicas Sustentáveis, de acordo com a agência Lusa.
As subcategorias Estado de Direito, Responsabilização, Segurança Pessoal, Segurança Nacional, Ambiente de Negócios, Infraestruturas e Educação foram as que registaram maiores recuos.
Pelo contrário, verificou-se uma evolução positiva nas categorias de Participação e Direitos Humanos e de Desenvolvimento Humano, suportadas pelas melhorias nas subcategorias de Direitos Cívicos, Igualdade de Género, Administração Pública e Saúde.
Moçambique tem uma avaliação superior à média geral de 50,1 pontos, mas ainda está abaixo da média regional de 58,9 pontos da África Austral.
Em 2014 Moçambique tinha recuado dois lugares, para a 22.ª posição do IIGA, que então só abrangia 52 países. Este ano o Índice passou a incluir o Sudão do Sul e Sudão, pela primeira vez desde a separação dos dois países.
Criado em 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, o Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) mede anualmente a qualidade da governação nos países africanos através da compilação de dados de diversas fontes. O objetivo é informar e ajudar os cidadãos, Governos, instituições e o setor privado a avaliar a provisão de bens e serviços públicos e os resultados das políticas e estimular o debate sobre o desempenho da governação com base em dados concretos e quantificados. A avaliação é feita de acordo com quatro categorias: Segurança e Estado de Direito, Participação e Direitos Humanos, Oportunidades Económicas Sustentáveis e Desenvolvimento Humano, divididas por 14 subcategorias. Usa 93 indicadores e informação recolhida junto de 33 instituições globais.
05-10-2015
Portal da Liderança
Portal da Liderança
