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Edith Wharton 

Angola e Moçambique crescem este ano ao ritmo mais baixo desde a crise

Angola e Moçambique crescem este ano ao ritmo mais baixo desde a crise
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera, nas Perspetivas Económicas Mundiais, que Angola e Moçambique vão ter este ano o menor crescimento económico desde a crise financeira mundial de 2009, de 3,5% e 7%, respetivamente. 



FMIWashington

O documento, divulgado hoje em Washington com o título “Ajustando à descida do preço das matérias-primas”, indica que Angola vai crescer 3,5% em 2015 e 2016, ao passo que Moçambique abranda para 7% este ano, recuperando para 8,2% no próximo e conhecendo um crescimento exponencial de 17,6% em 2020, quando as exportações de gás natural começarem.

Angola, por seu turno, deverá estar a crescer 5,2% em 2020, mostrando que a descida do preço do petróleo e o consequente impacto nas receitas fiscais terá efeitos prolongados no desenvolvimento económico do país.

A Guiné Equatorial, o único país lusófono africano em recessão, deverá manter o crescimento negativo este ano (10,8%) e no próximo, embora em 2016 a recessão seja de apenas 0,8%.

“O crescimento na África subsaariana deve abrandar de 5% em 2014 para 3,8% este ano, uma revisão de 0,7 pontos percentuais face à previsão de abril”, referem os economistas do FMI, que consideram que o abrandamento é essencialmente devido “às repercussões da queda dos preços das matérias-primas, particularmente do petróleo, bem como a uma procura menos intensa da China – o maior parceiro comercial da África subsaariana – e o “aperto” nas condições financeiras globais para as economias de mercado de fronteira”.

No documento, o FMI particulariza os maiores exportadores de petróleo no continente, notando que a Nigéria crescerá apenas 4% este ano, mais de 2 pontos abaixo do ano passado”, “e o crescimento em Angola também deverá abrandar de quase 5% em 2014 para 3,5% este ano”.

Entre os importadores de petróleo, o crescimento médio será de 4%, em média, com a maioria a continuar a ter “um crescimento sólido, especialmente os países de baixo rendimento, onde o investimento em infraestruturas e o consumo privado continuarão fortes”.

Países como a Costa do Marfim, a República Democrática do Congo, a Etiópia, Moçambique ou a Tanzânia “deverão continuar a registar um crescimento de 7% ou mais neste ano e no próximo”, conclui o FMI.


06-10-2015



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