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A Panasonic Portugal nomeou José António Ferreira general manager, em substituição de Luís Caldas.
A empresa especializada em consultoria de projetos de base tecnológica acaba de nomear Luís Ívars de Sousa para o cargo de associate business manager.
Camilo Lourenço
Portugal teve eleições para o Parlamento, que não produziram uma maioria absoluta. Não é uma surpresa. Apenas três vezes em 40 anos de democracia os portugueses deram maioria absoluta a um único partido.
Mas desta vez houve surpresa. Porque o líder de um dos partidos que perdeu as eleições resolveu quebrar um “costume” (constitucional) contrariando a opinião de figuras gradas do mesmo partido: o de que o chefe do Estado convida para primeiro-ministro o líder da força política que tem mais votos.
A discussão em volta deste assunto ilustra bem o défice de maturidade da classe política. Quem perdeu não aceita que perdeu porque os outros partidos juntos têm mais votos do que a coligação que ganhou. E com base nesse argumento defende que o Governo deve ser formado com base nesses três partidos. O que é curioso é que se socorre do mesmo artigo da Constituição que serviu para, em todas as eleições, nomear a força política que ficou em primeiro lugar. Ou seja, o artigo que serviu para nomear primeiros-ministros mesmo quando o seu partido ganhava com maioria relativa, é agora subvertido para justificar a opção exatamente oposta.
Sendo isto matéria constitucional, fora do âmbito da gestão, por que trago o assunto hoje ao debate? Porque revela um gravíssimo défice de liderança política em Portugal. Quem quer dirigir um país não pode “vergar” as leis a seu bel-prazer. Eu sei que a tentação é grande; sobretudo quando está em causa a sobrevivência de A, B ou C. Mas há limites que nenhum líder deve ultrapassar. Sob pena de passar a imagem de que não quer perder.
A esta hora há de haver leitores a dizer que todas as interpretações são possíveis. Porque a Constituição não diz claramente que o Presidente deve convidar o líder da força mais votada. Diz que o Presidente nomeia o primeiro-ministro tendo em conta os resultados eleitorais. Há duas razões para defender que isto não faz sentido. A primeira é que a leitura das discussões ocorridas na Comissão de Revisão Constitucional de 1982, que reviu esta norma, aponta claramente para a escolha do partido mais votado (pormenor que ninguém refere nesta discussão). A segunda é que uma Constituição não pode prever tudo ao pormenor. Usando terminologia popular, a Constituição não pode ter lá tudo. Isso permite que vá sendo interpretada consoante a época. E a verdade é que ao longo dos últimos 38 anos criou-se um “costume” constitucional. Que tem de ser respeitado por todas as forças políticas porque ele configura aquilo que normalmente se chama a “constituição material”.
Os portugueses adoram criticar o que é nacional e elogiar o que vem de fora. Nada melhor, então, do que analisar exemplos estrangeiros. Inglaterra não tem uma constituição formal; mas tem uma constituição material. É ela que dita quando um Governo convoca eleições. E o que devem as diversas forças políticas fazer nas mais variadas circunstâncias. Essas questões nunca foram objeto de lei. Mas foram objeto de um “hábito com consciência de obrigatoriedade” que as leva a serem respeitadas por todos. A nossa democracia, de facto, ainda está longe da maturidade. Muito por culpa do défice de liderança da nossa classe política.
15-10-2015
Camilo Lourenço é licenciado em Direito Económico pela Universidade de Lisboa. Passou ainda pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque e University of Michigan, onde fez uma especialização em jornalismo financeiro. Passou também pela Universidade Católica Portuguesa. Comentador de assuntos económicos e financeiros em vários canais de televisão generalista, é também docente universitário. Em 2010, por solicitação de várias entidades (portuguesas e multinacionais), começou a fazer palestras de formação, dirigidas aos quadros médios e superiores, em áreas como Liderança, Marketing e Gestão. Em 2007 estreou-se na escrita, sendo o seu livro mais recente “Saiam da Frente!”, sobre os protagonistas das três bancarrotas sofridas por Portugal.
Os ministérios da Agricultura e Finanças nomearam Célia Custódio para administradora no sentido de proceder à liquidação das dívidas da extinta Casa do Douro, segundo um despacho publicado em Diário da República (DR).
O príncipe jordano Ali apresentou oficialmente a sua candidatura à presidência da FIFA, para suceder ao suíço Joseph Blatter, anuncia a sua equipa em comunicado.
Mais de 100 empresários de 17 países participam no 4.º Encontro Internacional de Negócios no Ribatejo, que decorre em Tomar entre os dias 19 e 21 de outubro e é organizado pela Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant). Angola é uma das nações com presença confirmada, de acordo com a Lusa.
Winfried Vahland, executivo da Volkswagen (VW) nomeado no final de setembro para chefiar as operações na América do Norte, deixa o grupo após o escândalo com os testes de emissão de poluentes, avança a Reuters.
A classe média chinesa ultrapassou a dos EUA como a maior do mundo, e a Ásia vai registar a maior expansão deste estrato social nos próximos anos, indica um relatório do grupo financeiro Credit Suisse.
O banco suíço contabilizou 109 milhões de chineses adultos que pertencem à classe média, um número pela “primeira vez” superior aos 92 milhões de americanos com rendimento médio, segundo a Lusa. “Como resultado, veremos mudanças nos padrões de consumo e na sociedade, visto que, historicamente, a classe média agiu como um agente de estabilidade e prosperidade”, refere o documento.
A dimensão e a riqueza da classe média é um fator-chave do desenvolvimento económico e este estrato social esteve por várias vezes no coração de movimentos políticos e novas tendências de consumo.
A China, o País mais populoso do globo, com quase 1,4 mil milhões de habitantes, representa 10% da riqueza mundial. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês quintuplicou desde o início do século.
E apesar de a Constituição continuar a definir o país como “um Estado socialista liderado pela classe trabalhadora e assente na aliança operário-camponesa”, o fosso social na China mantém-se acima do “nível alarmante” definido pela ONU.
Os presidentes de Angola e do Botsuana concordaram na necessidade do reforço da cooperação bilateral, destacando o chefe de Estado angolano a urgência na adoção de um plano de ação “com prazos e metas bem definidos”.
“Urge que os nossos dois países adotem um plano de ação e metas bem definidos, com vista à troca de conhecimentos e de experiências e ao estudo das potencialidades existentes de interesse comum e procedam ao relançamento dos trabalhos da Comissão bilateral”, disse ontem José Eduardo dos Santos na abertura das conversações entre delegações ministeriais dos dois países, no âmbito da visita de Estado que o seu homólogo do Botsuana, Seretse Ian Khama, efetua a Luanda.
“São muitos os domínios em que Angola e o Botsuana podem cooperar com benefícios recíprocos, nomeadamente na agricultura, energia e águas, hotelaria e turismo, ambiente, geologia e minas, telecomunicações e comércio, etc.”, afirmou o presidente angolano, frisando que a situação atual de crise internacional leva a que os dois países adotem políticas idênticas para a diversificação das respetivas economias, “havendo por conseguinte a necessidade de se privilegiar a cooperação sul sul”.
No domínio regional, José Eduardo dos Santos salientou que os países integrados na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) estão a edificar Estados democráticos e de direito, realizando periodicamente eleições gerais, livres e justas, e procurando respeitar os princípios fundamentais, “que devem reger as democracias modernas”.
“Esta identidade de princípios entre os nossos países facilita também o diálogo, a solidariedade e a cooperação a nível político e diplomático”, realçou, apontando igualmente a necessidade de os dois países conjugarem esforços no sentido de se preservar o clima de paz e estabilidade política e de segurança que a região austral vive atualmente.
O presidente do Botsuana, que assume também a presidência da SADC, disse que a comissão bilateral deve continuar a trabalhar no âmbito dos acordos de cooperação, assinados desde 2006, para benefício dos dois países e povos. “Como vizinhos, Angola e Botsuana, mesmo sem partilha de fronteira terrestre comum, devemos trabalhar através de um quadro estratégico de parceria e desenvolvimento dos nossos povos”, afirmou Seretse Ian Khama. “Da minha parte farei todo o esforço no sentido de trabalhar e estimular a cooperação e desenvolvimento dos nossos dois povos”.
O neurocirurgião João Lobo Antunes é o galardoado com o Prémio Nacional de Saúde 2015, anuncia a Direção-geral da Saúde (DGS), que destaca o seu contributo para o prestígio internacional do sistema de saúde português. 
“Cirurgião reputado, sábio homem da ciência e eticista, João Lobo Antunes é uma das figuras que mais contribuiu para o desenvolvimento da ciência médica em Portugal e é considerado um dos neurocirurgiões mais conhecidos do mundo”, refere a DGS na nota de imprensa em que anuncia o vencedor do Prémio Nacional de Saúde deste ano.
Este galardão pretende distinguir, anualmente, uma personalidade que tenha contribuído “inequivocamente para a obtenção de ganhos em saúde ou para o prestígio das organizações de saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.
Licenciado em Medicina pela Universidade de Lisboa com uma média final de 19,47 valores, o atual professor catedrático de neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa foi diretor de serviço de neurocirurgia do Hospital de Santa Maria.
Aos 71 anos, preside o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, e foi o primeiro médico da história a implantar um olho eletrónico num cego (operação que desde então já foi feita em 15 invisuais, permitindo-lhes ver algumas formas e distinguir certas cores).
O ex-futebolista argentino Diego Maradona aceitou o cargo de diretor-geral para a América Latina da Fundação Football For Unity (Futebol para a Unidade), a convite da rainha de Inglaterra, Isabel II. 
A Football For Unity é uma instituição que pretende ajudar crianças de todo o mundo com o apoio de vários países, da coroa britânica e da FIFA.
O argentino comunicou a sua decisão referindo que aceita o cargo “com todo o coração”, avança a Lusa. “Fiquem tranquilos que as crianças da América Latina vão estar bem cuidadas comigo. Agradeço-vos imenso a confiança depositada em mim, porque eu sou honesto e comigo os corruptos não têm hipótese”, adiantou Maradona.
O vídeo em que faz o comunicado, com o título “Obrigado à rainha de Inglaterra por este momento”, foi projetado no Parlamento inglês. “Eu quero o melhor para as crianças, vamos fazer, entre todos nós, com que as crianças sorriam e esse vai ser o nosso prémio. Aqui não vai existir corrupção, isso eu posso assegurar”, acrescentou o ex-futebolista.
António Tavares é o vencedor do Prémio Literário LeYa deste ano, com o livro “O Coro dos Defuntos”, anuncia o grupo editorial.
O escritor, nascido em Angola, já tinha sido finalista em 2013.
O também vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz recebe 100 mil euros, valor máximo de um prémio literário para romances em língua portuguesa.
Camille Landau
Quando depara com um território realmente novo para começar um negócio, pode encontrar pouca, ou mesmo – poderá parecer – nenhuma concorrência. Não é verdade. E mesmo que assim seja, não é bom.
E por que é que não é verdade – por exemplo, mesmo que tenha descoberto a nova melhor forma de as pessoas organizarem as suas vidas ou empresas digitalmente, elas ainda vão usar papel, e muitas vão continuar a fazê-lo. A sua empresa não vai estar sempre a competir, e certamente não só, com novas empresas, ou até mesmo com as antigas. Vai estar a competir com as práticas regulares das pessoas.
1. Existe um consumidor real?
2. É um mercado rentável?
3. Existe um incumbente tão forte que ninguém se atreve?”
A grande vantagem de ter um concorrente é a de que a sua empresa tem resposta para estas questões... é a validação de que alguém mais viu a oportunidade, por isso é claro que há oportunidade. E, em Silicon Valley, é a validação de que outros investidores viram a oportunidade. Diz-se que o investimento é impulsionado pelo medo e a ganância. O medo é provocado pela ameaça de “ficar de fora” de uma versão credível do futuro. A ganância é inspirada pela evidência “inconfundível” de que a aposta que está a fazer vai ter dividendos. Em geral, é preciso haver uma destas emoções para que um investidor aposte em si. A prova de que outros investidores apostaram de forma significativa numa solução semelhante indica em simultâneo que o espaço é interessante, a solução atual não é satisfatória, e a mudança está a caminho.
Quando as imobiliárias Zillow e Trulia entraram no mercado (em 2006 e 2004, respetivamente), os agentes imobiliários americanos estavam habituados a colocar tabuletas na relva em frente das casas e ficavam à espera que os telefones tocassem. A Zillow e a Trulia procuraram fazer algo que era genuinamente novo na altura – revelar a informação essencial e o valor estimado de casas, numa plataforma gratuita e fácil de pesquisar. As duas empresas apostaram que, ao proporcionar valor suficiente aos consumidores, iriam atraí-los para as fases de compra e venda dos imóveis. Dado que nenhum dos serviços cobrava aos utilizadores, pensaram que os acessos dos clientes seriam frequentes o suficiente para atrair agentes – que pagam para se promover nos sites. O facto de ambas as empresas estarem a apostar no mesmo validou a tese uma da outra, estimulando a confiança dos investidores.
Mais tarde, à medida que a sua empresa obtiver o financiamento inicial, e estiver a colocar o seu produto/serviço no mercado, o seu concorrente ainda é seu amigo? – Sim, é. Porque o seu concorrente estará a partilhar os custos de marketing consigo. Quando estiver a descrever o seu produto, a probabilidade de alguém ter ouvido falar dele é maior, ou o que está a dizer será melhor percebido, porque outra empresa tem vindo a veicular a mesma mensagem. Tanto a Zillow como a Trulia – não trabalhando juntas mas em paralelo e em concorrência – mudaram em conjunto o comportamento de compra, ampliando o mercado de forma mais rápida, e em proveito de ambas.
Assim, ter mais concorrentes, em vez de apenas um, é ainda melhor. Imaginemos que a sua empresa e o seu concorrente estão numa competição cerrada, e a entrar no território um do outro. Primeiro, se apenas dois players reivindicam o mercado existente, é possível que este não seja grande o suficiente para garantir investimento – de qualquer forma o venture capital está à procura de mercados no valor de biliões de dólares para explorar.
Em qualquer caso, com mais concorrentes no mercado, com a disputa ou não de território, é mais uma boa notícia. Uma vez que é possível que, eventualmente, um de vocês compre o outro. Ou que seja adquirido por outras empresas que comprem um ou ambos. No caso da Zillow e da Trulia, a primeira adquiriu a última (em 2014).
Em Silicon Valley, caso após caso mostra que a concorrência e os concorrentes são o melhor amigo das economias e das start ups.
13-10-2015
Camille Landau, consultora sénior em estratégia e inovação, tem uma vasta experiência na área do enquadramento de modelos de negócio digitais, de modo a potenciar as oportunidades e a evitar os percalços da economia digital/mobile. É também empreendedora, através da criação e desenvolvimento de três start ups na gestão da usabilidade de produto digital/mobile/social. Consultora com mais de 19 anos de experiência no desenvolvimento de produtos digitais e de definição e análise de estratégias de marketing digital, já trabalhou com a KB Home, a Visa e a TBWA/Chiat/Day. Hoje opera com empresas da Fortune 500, SMB e start ups no desenvolvimento e venda de novos produtos. É consultora da Portugal Ventures e da Leadership Business Consulting em empreendedorismo, implementação e atuação de empresas nos EUA.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) recomenda que Cabo Verde prossiga a privatização das empresas “mais comerciais” e melhore o desempenho de algumas empresas públicas, na sequência da primeira revisão da política comercial do país por este organismo. 
As considerações finais do presidente do conselho de exame das políticas comerciais da OMC, o embaixador búlgaro Atanas Atanassov Paparizov, sublinham a “necessidade de Cabo Verde melhorar o desempenho de determinadas empresas públicas e prosseguir com a privatização das empresas mais comerciais”, refere a Inforpress.
“A longo prazo, o crescimento económico de Cabo Verde depende do sucesso das reformas estruturais internas visando o desempenho do setor público e das empresas estatais”, acrescenta o texto, divulgado pelo Ministério do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial do país africano.
A política comercial de Cabo Verde esteve em análise nos dias 6 e 8 de outubro na OMC, tendo uma delegação liderada pela ministra cabo-verdiana do Turismo, Leonesa Fortes, feito em Genebra a defesa da política do país para o setor.
Em cima da mesa estiveram um relatório do Governo e outro elaborado por uma missão da OMC, que em outubro de 2014 se deslocou ao país.
Cabo Verde aderiu à OMC em 2008 e esta foi a primeira revisão a que a sua política comercial foi submetida na organização.
Os membros do Conselho de Exames reconhecem que, desde a adesão à OMC, Cabo Verde reviu “aspetos fundamentais” da sua legislação relacionada com o comércio, dando como exemplos o novo código, aduaneiro adotado em 2010, a nova lei de investimento, um Código dos Benefícios Fiscais, e uma nova lei-quadro que rege as medidas sanitárias e fitossanitárias.
No entanto, recordam à delegação cabo-verdiana que, “embora prosseguindo melhorias sólidas na base jurídica para a sua política comercial, a aplicação prática da legislação existente também requer esforços sustentados”.
O conselho valoriza os esforços de Cabo Verde para consolidar medidas de apoio fiscal num único Código dos Benefícios Fiscais, mas levanta questões sobre “possíveis vínculos entre incentivos fiscais e isenções tarifárias e as ambições de Cabo Verde em aumentar as suas exportações”.
Foi ainda questionada a utilização de algumas taxas na alfândega e os membros do conselho quiseram saber qual o cronograma de implementação da Tarifa Externa Comum da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDEAO).
Cabo Verde foi elogiado por causa do “seu compromisso com a estabilidade política e a boa governação, a sólida gestão macroeconómica, as reformas económicas e a liberalização do mercado”. Um “melhor ambiente político para o aumento do investimento pôde ser observado no estabelecimento de procedimentos de registo de empresas online, um balcão único para o investimento, o desalfandegamento sem recurso ao papel e o trabalho contínuo para criar uma plataforma unificada para os sistemas de informação de alfândega, portos e comércio de Cabo Verde”, refere o texto.
Foi ainda destacada a recente criação de um Conselho Nacional de Comércio para formular e coordenar as políticas comerciais e valorizada a criação de um Comité de Facilitação do Comércio.
Cabo Verde foi, por isso, incentivado a “manter as suas políticas comerciais e de investimento”, recebendo a garantia de apoio aos “seus esforços para melhorar continuamente o ambiente de negócios”, tendo sido reconhecida a necessidade de assistência técnica para melhorar a capacidade institucional do país".
A SAP Portugal contratou Abílio Mendes para a direção de serviços e suporte, com reporte direto ao diretor-geral da empresa, Carlos Lacerda.
A empresa refere em comunicado que Abílio Mendes ficará responsável pelos serviços de consultoria e suporte no mercado português, quer ao nível das vendas de serviços, em estreita articulação com a área comercial e de alianças, quer ao nível do “delivery” apoiado pela estrutura internacional de suporte e consultoria, onde se insere o Centro de Serviços da SAP EMEA presente em Portugal. É ainda corresponsável pelos serviços de education em solo luso.
A nota adianta que a área de serviços e suporte tem por missão contribuir para o crescimento do negócio de software através da aceleração da adoção de novos produtos e tecnologias, tais como as soluções verticais, a plataforma SAP HANA e as soluções cloud, com base no ecossistema de parceiros e assegurando a prestação de serviços aos clientes da SAP.
O executivo transita assim da Gfi Portugal, onde era diretor de operações desde janeiro de 2014. Antes trabalhou na Microsoft Portugal, sendo que entrou para a companhia no início da unidade de serviços em Portugal, em 1995, onde desempenhou a função de diretor de serviços nos últimos sete anos e, nesta qualidade, participou na equipa de liderança da subsidiária.
Licenciado em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações pela Universidade de Aveiro, Abílio Mendes iniciou a sua carreira na Efacec, na divisão de eletrónica industrial, tendo em seguida ingressado no Banco Nacional Ultramarino, onde foi responsável pela área de comunicações nas vertentes de voz e dados, e por uma área de desenvolvimento de software da instituição financeira.
Angus Deaton, de 69 anos, com nacionalidade britânica e americana, ganhou o Prémio Nobel da Economia pelo seu trabalho sobre o consumo, em particular associado à pobreza. 
O professor, que nasceu na Escócia e trabalha nos EUA, na Universidade de Princeton, tem-se dedicado à área do desenvolvimento económico. Foi distinguido “pela sua análise do consumo, da pobreza e do bem-estar”, indica o júri em comunicado.
“Para projetar uma política económica que promova o bem-estar e reduza a pobreza, devemos primeiro entender as escolhas de consumo individuais. Mais do que ninguém, Angus Deaton tem reforçado esse entendimento”, refere o Comité. “Ao vincular as escolhas individuais detalhadas e resultados agregados, a sua pesquisa tem ajudado a transformar os campos da microeconomia, macroeconomia e economia do desenvolvimento”, destaca a nota.
A Academia Sueca premiou Deaton por ter transformado “os campos da microeconomia, macroeconomia e desenvolvimento económico”. O trabalho do professor aborda três grandes questões: “Como os consumidores distribuem os seus gastos entre diferentes bens?”; “Quanto do rendimento das sociedades é gasto e quanto é poupado?; e “Qual é a melhor medida e a melhor forma de analisar as prestações sociais e a pobreza?”.
O “The New York Times”, numa crítica ao seu recente livro – “The Great Escape” –, refere que “a mensagem central de Deaton é profundamente otimista, quase gloriosamente otimista”.
As maiores petrolíferas mundiais precisam de cortar 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros) nos novos projetos, estando obrigadas a reduzir até 30% na despesa em novas explorações para suportar o petróleo barato, prevê a consultora Wood Mackenzie. 
O estudo da Wood Mackenzie, citado no “Financial Times” (FT), refere que as maiores companhias petrolíferas vão ter de cortar entre 20 a 30% na despesa em novos investimentos para suportar a queda das receitas motivada pela descida do preço do petróleo, de acordo com a Lusa.
A indústria petrolífera está em pleno processo de mudança, procurando baixar os custos e aumentar a rentabilidade das explorações de petróleo, cujo preço desceu mais de metade desde junho do ano passado, lançando uma boa parte dos países produtores numa cruzada para descer a despesa pública e acomodar os novos preços.
Do lado das empresas, a procura é mais ou menos a mesma, e inclui iniciativas tão inovadoras como colocar cães a farejarem fugas de gás, em vez de desmontar o equipamento camada por camada, ou partilhar helicópteros com as empresas concorrentes, ou até fazer os navios fornecedores andarem mais devagar para poupar no combustível.
O objetivo principal das companhias é transferir os cortes para os fornecedores e reduzir as ineficiências, tentando ao máximo não fazer cortes nos dividendos aos acionistas, os primeiros responsáveis pela manutenção das administrações nas empresas.
“Se as principais petrolíferas conseguirem melhorar a eficiência dos custos e do capital ao ponto de os dividendos estarem novamente assegurados, então o tamanho do prémio é realmente grande, mas se não conseguirem, então os dividendos vão mesmo ter de ser reduzidos”, considera o analista Martijn Rats, da Morgan Stanley, ao FT.
Para já, os mais afetados são mesmo os fornecedores das empresas petrolíferas, admite Arnaud Breuillac, presidente do departamento de exploração e produção da Total, umas das maiores companhias do mundo, quando diz que a renegociação dos contratos assegurou uma redução de custos de até 30% nos poços petrolíferos: “Estamos a cortar a nossa perfuração ao máximo usando a flexibilidade prevista no contrato”.
Os padrões, explica a análise do FT, mudaram. Um exemplo? A redução da força de trabalho em quatro navios de apoio à produção na costa de Angola, todos colocados a 20 ou 30 quilómetros de cada um. Aqui, a ideia foi diminuir o número de tripulantes permanentes e implementar uma equipa de manutenção única e partilhada por todos.
No Golfo do México, a Royal Dutch Shell resolveu ignorar os poços de acesso mais difícil e concentrar-se nos mais simples, o que permitiu poupar 20% no orçamento.
Por muito imaginativas que sejam, as iniciativas para cortar os custos não vão chegar para acomodar os lucros desejados pelos acionistas nesta indústria, considera a Wood Mackenzie, que diz que só metade dos cortes necessários na despesa podem vir do “aperto” passado aos fornecedores, pelo que se torna obrigatório repensar os planos de desenvolvimento.
Um dos exemplos deixados pelo vice-presidente dos projetos de águas profundas na Shell, Ian Silk, tem a ver a com a harmonização da maquinaria que a indústria usa na exploração petrolífera, defendendo que deixe de haver 28 tons de amarelo para pintar o equipamento submarino, ou 250 tamanhos diferentes de válvulas.
A normalização, aliás, é uma das principais batalhas da norueguesa Statoil, que lidera uma campanha na indústria para uniformizar os procedimentos e materiais, à semelhança do que fez a indústria automóvel há cerca de 30 anos.
Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se a Celorico de Basto, no distrito de Braga, região Norte de Portugal (onde está recenseado), para apresentar a sua candidatura às eleições presidenciais. 
Aos 66 anos, e quase duas décadas depois de ter liderado o PSD, partido de que é o “filiado número três”, o político, professor catedrático e comentador entra na corrida a Belém, declarando que o “serviço público é o mais importante” e que a “estabilidade serve para combater a pobreza”.
“Cumprirei o meu dever moral de pagar a Portugal o que Portugal me deu. Serei candidato à Presidência da República”, afirmou, adiantando que de outro modo “sentiria o remorso de ter falhado por omissão”.
Marcelo Rebelo de Sousa antecipou-se assim a Maria de Belém, cuja apresentação da candidatura está marcada para a próxima terça-feira no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Também nas sondagens Marcelo está à frente: segundo a Intercampus, tem 49,3% das intenções de voto na primeira volta, com uma vantagem de mais de 30 pontos percentuais face à segunda candidata, Maria de Belém (com 17%). Segue-se Rui Rio, com 15,1%, e António Sampaio da Nóvoa, com 10,1%. Henrique Neto é o candidato com menos intenções de voto, com 1,4%.
As exportações de Portugal para Angola desceram 27% em agosto, para 171 milhões de euros, quando comparadas com as vendas nacionais para Angola, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 
Portugal exportou produtos e bens no valor de 171,2 milhões de euros em agosto deste ano, quando no ano passado tinha vendido a Angola o equivalente a cerca de 234 milhões de euros.
A quebra de 27% está mais ou menos em linha com as descidas registadas nos meses anteriores, e segue a tendência de abrandamento registada nas vendas para Cabo Verde e para a Guiné Equatorial, cujas vendas desceram 13,6 e 52,2%, respetivamente.
Em sentido inverso, as exportações portuguesas para Moçambique aumentaram 28,6% em agosto face ao período homólogo do ano passado, subindo de 28,6 milhões de euros para 36,8 milhões, o mesmo acontecendo com as vendas para São Tomé e Príncipe (19,4%), para 4,9 milhões, e para Timor-Leste, que registou uma subida exponencial de 409,1%, tendo aumentado de 506 mil euros para 2,5 milhões de euros.
No total, as exportações de bens aumentaram 5,8% e as importações 2,4% no trimestre terminado em agosto de 2015 face igual período do ano passado.
De acordo com o INE, em termos das variações homólogas mensais, em agosto as exportações de bens aumentaram 3,3% e as importações de bens subiram 1,7% face ao mês homólogo (4,8% e 0,9% em julho de 2015, respetivamente).
O défice da balança comercial diminuiu 331,1 milhões de euros, para 2.425,7 milhões, e a taxa de cobertura aumentou para 83,9%, mais 2,7 pontos percentuais face ao período homólogo.
Em agosto o comércio internacional de bens regista tradicionalmente um abrandamento face ao mês anterior, devido à paragem de laboração de algumas empresas durante o período de férias, sublinha o INE.
O Papa Francisco, a ACNUR e Angela Merkel encontravam-se entre os favoritos ao Nobel da Paz de 2015. Mas a escolha do Comité Nobel acabou por recair nos negociadores do Quarteto de Diálogo para a Tunísia. 
O Quarteto de Diálogo para a Tunísia é uma organização da sociedade civil que negociou o acordo político de paz no país e garantiu direitos fundamentais à população (nomeadamente direitos humanos e de género).
A entidade integra quatro organizações-chave da sociedade civil tunisina: a União Geral dos Trabalhadores da Tunísia (UGTT), a Confederação de Indústria, Comércio e Artesanato da Tunísia (UTICA), a Liga dos Direitos Humanos da Tunísia (LDHT) e a Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia (ONAT).
O Comité Nobel considera que o Quarteto de Diálogo criou uma “alternativa” na Tunísia, ao liderar um processo pacífico quando o país passava pela guerra civil. De acordo com o comunicado do Comité, as iniciativas do Quarteto levaram a que, no espaço de poucos anos, a Tunísia criasse “um sistema constitucional de Governo que garante direitos fundamentais para toda a população, em termos de género, convicção política e crenças religiosas”.