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Camilo Lourenço
Nos últimos anos esta relação de amor-ódio agravou-se, potenciada pela crise financeira e pelo papel que os bancos tiveram nessa crise. Recordo-me de, no auge da crise financeira, receber mails de telespetadores a queixarem-se que os mesmos bancos que lhes ofereciam tudo e mais alguma coisa seis meses antes, viravam-lhes as costas. Um retrato que parecia querer dar vida ao velho aforismo “um banco é uma instituição que lhe empresta um guarda-chuva quando está sol e que o pede de volta quando começa a chover”.
Mas preconceitos de lado, vale a pena analisar com algum detalhe o papel dos bancos nas economias. Os últimos sete anos mostraram que nenhum Governo arrisca deixar cair um banco (tirando aquelas banquetas que não têm impacto sistémico), exceto nas situações em que não havia volta a dar. O BPN, por exemplo...
Faz sentido? Antes de optarmos por uma resposta vale a pena determo-nos um pouco sobre a natureza dos bancos. São instituições que captam poupanças para as colocar ao serviço da economia. Via empréstimos. E o papel que desempenham é central nas economias abertas: com que frequência ouvimos dizer que o dinheiro é o sangue que faz mover as economias; ora, qual é a instituição central neste processo? Os bancos, sem dúvida. Isso explica porque tantos Governos hesitam em deixar fechar um banco quando ele entra em dificuldades: as contas mostram que os custos de deixar falir um banco (garantindo depósitos) é superior ao custo de o manter em funcionamento mediante ajudas públicas.
Se a situação fosse excecional, isso não constituiria um problema. Mas não é. Em Portugal, por exemplo, desde 2008 o Estado já teve de ajudar o BPN (que fechou), o BPP, o BCP, o BPI e o Banif. As últimas contas, feitas pelo BCE, mostram que as ajudas públicas aos bancos chegaram aos 19,5 mil milhões de euros… Ora, tudo isto leva a colocar uma questão: vale a pena continuar a apoiar um setor que percebeu que o “crime compensa”? Isto é, como os bancos perceberam que, salvo raras exceções, o poder político não tem coragem para fechar as suas portas, qual é o limite para a utilização do dinheiro do contribuinte para estabilizar o sistema financeiro?
Dado o impacto que um banco sistémico pode ter na economia, não é fácil defender o seu encerramento (veja-se o BES…). O que leva a colocar a questão noutro plano: se não queremos que os bancos fechem as portas, como garantir que os gestores (e até os acionistas) não embarcam num comportamento perigoso, por saberem que o Estado estará sempre por detrás dos acionistas? A resposta só pode estar numa supervisão eficaz: se ninguém quer deixar falir bancos (e há boas razões para não o fazer), o melhor é apertar eficazmente os critérios de fiscalização dos bancos. Caso contrário daqui por cinco anos estaremos a ser confrontados com outros casos…
P.S – Lembra-se do artigo sobre a “ditadura dos trimestres” (referente à publicação trimestral dos resultados das empresas cotadas)? Pois bem, a CMVM decidiu desobrigar as empresas cotadas em Portugal da obrigatoriedade dessa divulgação. Vamos ver qual a influência desta decisão na gestão das empresas...
18-09-2015
Camilo Lourenço é licenciado em Direito Económico pela Universidade de Lisboa. Passou ainda pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque e University of Michigan, onde fez uma especialização em jornalismo financeiro. Passou também pela Universidade Católica Portuguesa. Comentador de assuntos económicos e financeiros em vários canais de televisão generalista, é também docente universitário. Em 2010, por solicitação de várias entidades (portuguesas e multinacionais), começou a fazer palestras de formação, dirigidas aos quadros médios e superiores, em áreas como Liderança, Marketing e Gestão. Em 2007 estreou-se na escrita, sendo o seu livro mais recente “Saiam da Frente!”, sobre os protagonistas das três bancarrotas sofridas por Portugal que continuam no poder.
O relatório da 8.ª edição do Índice Global de Inovação assinala Moçambique como um dos casos de sucesso nesta área, e considera que Angola continua a mostrar um desempenho abaixo da média. 
Moçambique subiu 12 lugares, para a 95.ª posição, na lista elaborada pela Organização Internacional da Propriedade (OMPI), Universidade de Cornell e a escola de comércio INSEAD.
Moçambique está entre os países com melhor desempenho em termos globais e no grupo dos países menos desenvolvidos, tendo registado melhorias nas áreas de capital humano e investigação, mercado e sofisticação económica e produção de tecnologia do conhecimento.
Angola, apesar de ter subido 15 lugares no ranking, tem um desempenho em termos de inovação que continua a ser considerado abaixo da média. Embora na classificação surja com um dos melhores resultados em termos de eficiência no uso da inovação, os autores explicam que, ainda que a produção seja maior que a entrada de inovação, o facto é que tal acontece porque os níveis de entrada são muito baixos.
Cabo Verde surge no 103.º lugar, enquanto os restantes países africanos lusófonos não aparecem na lista por falta de informação estatística necessária para a sua avaliação.
Suíça, Reino Unido, Suécia, Holanda e EUA ocupam os cinco primeiros lugares no Índice Global de Inovação (GII na sigla inglesa), que pretende analisar a inovação de diferentes ângulos e providenciar um conhecimento que ajude a criar políticas que promovam o crescimento, a produtividade e o emprego.
Jorge Pavão de Sousa é o novo diretor de TV da Vodafone UK, sediada em Londres. A companhia refere em comunicado que o português vai “desempenhar um papel decisivo na formação da estratégia de pay-TV e planeamento”. 
Nesse sentido, o executivo fica responsável pela definição da estratégia de pay-TV, pelo desenvolvimento do produto e oferta TV, pela definição da estratégia de conteúdos e negociação de canais TV e dos serviços OTT e VOD/SVOD da futura plataforma TV da multinacional.
Licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE, Jorge Pavão de Sousa trabalhou nos últimos 14 anos na área de televisão do grupo PT, tendo sido um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do segmento de pay-TV no mercado português e pelos resultados do MEO.
Antes de ingressar na PT Jorge Pavão de Sousa trabalhou em consultoria financeira, na banca de crédito e no grande consumo de retalho e online.
Portugal ficou em primeiro lugar na eleição europeia para a direção da Organização Mundial de Turismo, “com 29 votos em 33 possíveis”, disse à agência Lusa o ministro da Economia, António Pires de Lima. 
Para o governante, que se encontra na Colômbia a participar na assembleia-geral da Organização Mundial de Turismo, a eleição significa o “reconhecimento da importância que o turismo tem em Portugal” e do papel reformador que o país assumiu em muitas áreas.
“Acho que este ganho de peso institucional por parte de Portugal nos grandes fóruns internacionais de turismo, nomeadamente nesta organização, acaba por ser uma consequência normal daquilo que o turismo vale em Portugal e da força que os empresários do setor têm demonstrado um pouco por todo o mundo”. Segundo o ministro, a votação é uma responsabilidade acrescida, mas também uma “oportunidade de Portugal influenciar as políticas a nível mundial”. O país “é um exemplo de saber acolher os outros e creio que também por isso a nossa candidatura foi especialmente acarinhada e votado na União Europeia”, referiu Pires de Lima.
15-09-2015
Acredito que a história não é circular, mas ondular, pois nunca voltamos verdadeiramente ao mesmo sítio onde já estivemos, quanto mais não seja porque nós próprios mudamos.
Tiago Forjaz
É dessas ondas que assistimos às grandes mudanças no mundo e foi nelas que pensei para responder ao simpático convite do Torben Rankine para partilhar perceções sobre a minha mais recente viagem a São Francisco.
Tive de ir buscar o meu guia(zinho) da Wallpaper para recuperar a data da minha primeira visita a São Francisco. Afinal passaram-se sete anos e, curiosamente, esta foi a sétima vez que a cidade me recebeu, contudo passaram-se quatro anos desde a minha última visita (quando participei na maior incubadora de Silicon Valley – o Plug and Play Tech Center, com a Leadership Business Consulting), por isso achei que podia aceitar o convite para refletir sobre as mudanças que observei, e aqui estão elas:
Encontrei inspiração na entretanto inaugurada ponte nova para pensar o quão incrível me pareceu a ambição, rapidez e eficiência com que se fez tal proeza. Fui ler e apercebi-me que o investimento superior a 6 mil milhões de dólares, e o tempo que decorreu desde que começou a obra, afinal ilustrava que a grandiosidade dessa gente reside antes na determinação e na razão pela qual se construiu a nova ponte (a necessidade de segurança). Fiz, na minha mente, uma comparação com o que mudou nas nossas pontes com Silicon Valley. Talvez nada, talvez tudo.
Talvez nada, porque muitas das pessoas que (re)encontrei agora já lá estavam em 2008. O Torben, o Pedro Vieira, a Pati, a Sara O’Hara, o Luís Vilela, e muitos outros que agora me dispenso de enumerar (mas sem desconsideração). Talvez tudo, porque faltava o Hugo Bernardo e outros quantos que também não vou contar. Mas mesmo entre os que estão notei consistências e mudanças.
Reparei na insistência de ajudar quem chega, de opinar, de ajudar, de dar feedback e de aproveitar a oportunidade para falar um bocadinho de bom português. Mas confesso que também reparei no efeito do tempo e na trivialidade com que hoje se encara a possibilidade de juntar uns quantos portugueses para provar umas garrafas de vinho de Portugal. Explico melhor: lembrei-me que seria uma boa ideia levar vinho e queijo para convidar os portugueses a aparecerem em nossa casa para conviverem com esse pretexto e estabelecerem mais umas linhas de afeto. Estava convicto de que tal oportunidade não seria desperdiçada, sobretudo porque, passados quatro anos sobre a criação do grupo “Portuguese Friends in San Francisco” no Facebook, hoje haveria pelo menos 300 pessoas na lista de convidados. Mas, na realidade esse apelo não teve eco nem sucesso, bebemos nós os três (o Duarte Lourenço, o João Santos e eu) as garrafas de Conde de Ervideira Reserva. Ainda hoje não sei tirar todas as conclusões dessa história.
Reparei também como Silicon Valley substituiu os seus heróis, pois há quatro anos ainda se falava de Steve como “o líder”. Hoje é um emigrante da África do Sul – o Elon Musk – quem reclamou esse protagonismo. É ele que cativa os nossos sonhos e guarda as nossas esperanças. Para os menos entusiastas, tem menos a sua fiel atenção.
Recordo-me de há quatro anos ajudar um casal a comprar o bilhete para o Bart, e a realizarem que nem tudo em São Francisco faz sentido – “mete mais dinheiro e depois subtrai até chegares ao preço do teu bilhete”, foram as primeiras palavras que lhes oferecei. Hoje são eles que oferecem as conversas através do serviço de call centers virtuais. E é a Talkdesk (a única empresa de origem portuguesa) que encontramos na 101.
Mudou-se “a Mission Street”
Saímos à noite e fomos para a Mission Street, de novo, não foi a primeira vez, mas desta vez foi memorável, inédito. Das cidades todas por onde passei, nunca vi semelhante mescla e furor de celebração e veuforia. A Mission Street está melhor. J
Mudámos “Nós”
Esta viagem fez-me lembrar que, em 2011, quando estive em Silicon Valley com os meus dois sócios co-fundadores da MighT, éramos uma startup e andávamos fundamentalmente de comboio e de autocarro; desta vez fomos como sócios de uma empresa, representando uma equipa de oito pessoas que vivem de business model firme e sustentável, e andámos de Uber e de Camaro, e em vez de visitar só Palo Alto, visitámos Carmel-by-the-Sea.
Como não podemos voltar ao mesmo ponto na história, nem ao mesmo lugar da mesma maneira, pensei que o que podemos sempre fazer é aproveitar os mesmos ventos e as mesmas aspirações para reviver o espírito empreendedor que nos move.
Só não mudaram os amigos, aqueles que arrumaram espaço para estar connosco, para saber como vemos o mundo, mas sobretudo aqueles(as) que decidiram sair e divertir-se connosco. Obrigado por serem os anfitriões do mundo!
Se puder deixar uma frase, apenas uma frase – para os meus amigos em São Francisco – (é uma frase que aprendi com um CEO que é meu cliente e amigo) – “Tiremos mais tempo para celebrar o ócio e entenderemos melhor o negócio”.
14-09-2015
Tiago Forjaz, chief dream officer MighTworld (empresa de gestão de talento), fundou a The Star Tracker (a primeira rede social global de talentos portugueses). É frequentemente convidado para dar palestras sobre gestão de talento, empreendedorismo, liderança, o poder do networking e das redes sociais.
O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e o Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) assinaram um acordo de cooperação para a troca de informação e a identificação de domínios de intervenção comum. 
De acordo com um comunicado do BDA, citado pela Angop, a parceria visa a criação de sinergias e assegurar complementaridade das suas ações no sentido de as tornar mais efetivas.
O protocolo é extensivo à identificação de necessidades e desenvolvimento de ações de formação destinadas a pequenas e médias empresas (PME), bem como à criação de facilidades de financiamento.
Consta também nos objetivos do acordo a criação de uma base de dados partilhada sobre aspetos técnicos, operacionais, económicos e financeiros de catividades económicas setoriais, que sirvam de base para, entre outros, a elaboração e estruturação de projetos, bem como de projetos-tipo em setores em que tal se justifique.
Faz ainda parte das obrigações a assistência do INAPEM ao BDA, atuando como agente local deste na divulgação dos programas de financiamento do banco, acompanhamento e fiscalização de projetos financiados pelo BDA, das PME na organização empresarial e contabilística e na implementação dos projetos de investimento.
O BDA, tutelado pelo Ministério das Finanças, é gestor exclusivo do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Angola, criado ao abrigo de lei n.º 9/06, de 29 de setembro, para conceder crédito de médio e longo prazo à atividade económica privada no setor não petrolífero.
O INAPEM é um instituto público, afeto Ministério da Economia, que atua na promoção e fomento da atividade económica das micro, pequenas e médias empresas nacionais angolanas, provendo a certificação e serviços de assessoria empresarial e formação em empreendedorismo, gestão e negócios específicos.
O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, acreditou sete novos embaixadores estrangeiros que vão representar as diplomacias dos respetivos países na nação africana. 
Trata-se dos embaixadores do Brasil, Rodrigo Soares; da China, Su Jian; da Dinamarca, Johnny Flento; de Espanha, Álvaro Cavada; das Ilhas Maurícias, Jean Jhumun; da Holanda, Pascalle Grothenhuis; e da Zâmbia, Paul Lumbi, avança o jornal "O País".
Os diplomatas foram acreditados em encontros separados, que serviram de oportunidade para as primeiras conversações.
O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, destacou a importância da cooperação com os países da SADC (sigla em inglês para Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), cujos embaixadores também foram acreditados.
O Plano Operacional de Preparação das Empresas Nacionais para Entrada no Mercado Accionista (Popema) acaba de ser apresentado em Angola. 
Tendo como principal objetivo preparar as companhias angolanas para o segmento de ações do mercado de capitais, o Popema destina-se a fazer um diagnóstico e detetar as áreas onde é preciso realizar algum trabalho antes de considerarem entrar na bolsa de valores, além de que serve de fomento para dinamizar o arranque do mercado acionista angolano.
Para entrar neste mercado, adianta a Angop, as empresas terão de se preparar, seguindo as metodologias do Popema e, após os resultados alcançados, serem determinadas as sociedades em condições de acesso ao mercado acionista. Neste sentido, deverão estar devidamente preparadas nos domínios da contabilidade e prestação de contas, saneamento financeiro, governação corporativa (a forma como os conselhos de administração gerem as sociedades) e no quadro regulatório legal. Quanto mais transparentes forem os conselhos de administração melhor será a possibilidade de as empresas verem as ações adquiridas no mercado.
Entretanto, as interessadas não são obrigadas a aderir ao Popema. Quando considerarem que estão em condições, as sociedades podem seguir as fases necessárias para a preparação de uma oferta pública de subscrição ou de venda de ações, no entanto têm de ter a noção de que se não estiverem devidamente preparadas podem não ser admitidas na bolsa.
A Angop refere ainda que a entrada das empresas neste mercado tem como vantagem o acesso a uma base mais alargada de captação de investimento, uma fonte alternativa de financiamento ao atual crédito bancário, um protagonismo que lhes permita ter outra posição no mercado e o reforço da imagem institucional. E adianta que, para a implementação com sucesso da iniciativa, é importante os empresários mudarem de mentalidade e a atual cultura de gestão empresarial.
A americana Information Builders reforçou a presença em território luso com a nomeação de Roland Ruiz para account manager. 
Miguel Reyes, diretor-geral para Portugal, Espanha e América Latina da fabricante especializada em business intelligence (BI), refere em comunicado que “o nosso compromisso com o mercado português é absoluto; por isso, entre outras iniciativas, decidimos contratar um profissional com mais de 15 anos de experiência no setor de TIC”. Acrescenta que, “graças ao trabalho do Roland, poderemos atender ainda melhor os nossos clientes atuais, bem como conseguir novas contas”.
A experiência de Roland Ruiz, prossegue a multinacional na nota, “abrange tanto as áreas de desenvolvimento do negócio como de vendas e pré-vendas, em diversas multinacionais do mercado”. Além de que “tem sido muito bem sucedido na colocação em prática de estratégias comerciais de caráter direto e indireto, seja entre numerosos setores privados ou no âmbito público”.
Antes de entrar na Information Builders, Roland Ruiz trabalhou como software consultant na Kyocera durante mais de seis anos, tendo desempenhado antes diversos cargos em organizações como a LRS, TransTools ou Euromonitor.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) vai financiar a ligação marítima direta entre Cabo Verde e o Senegal, de acordo com o ministro das Relações Exteriores de Cabo Verde, Jorge Tolentino. 
“É um projeto que temos vindo a acarinhar, acabou por ser assumido e apadrinhado pelo presidente do Senegal, Macky Sall, enquanto atual presidente da CEDEAO, ou seja, deixa de ser meramente bilateral e passa a ser um projeto no quadro dos investimentos da própria CEDEAO”, informa Jorge Tolentino, citado pela agência Lusa.
O chefe da diplomacia cabo-verdiana avançou que, na sua estada no Senegal (a 3 e 4 de setembro), manteve um encontro com o primeiro-ministro do país, Mohammed Dionne, que deverá visitar Cabo Verde em janeiro próximo para presidir à reunião da comissão mista entre as duas nações, juntamente com o seu homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves.
O ministro cabo-verdiano referiu que as duas delegações vão continuar a trabalhar no processo para poderem ter resultados concretos sobre a ligação marítima direta no início do próximo ano. “Já há algum trabalho a ser feito ao nível do ministério responsável pelos transportes marítimos e cabe-nos a nós ter resultados nesse horizonte de janeiro de 2016”, prosseguiu.
As autoridades cabo-verdianas têm pedido sistematicamente um tratamento especial de todas as instituições da CEDEAO para ajudar a debelar as vulnerabilidades subjacentes à insularidade do país e que possa ter condições de integração plena nesse espaço regional.
Jorge Tolentino reconheceu e agradeceu o apoio do Senegal às posições de Cabo Verde, nomeadamente a defesa das suas especificidades enquanto estado insular dentro do espaço comunitário.
Quanto à visita ao Senegal, país africano mais próximo de Cabo Verde (a 640 quilómetros) e que detém a presidência rotativa da CEDEAO, Jorge Tolentino disse que decorreu “extraordinariamente bem”, e foram negociados, concluídos e assinados vários acordos de cooperação (entre os quais um relativo à circulação de pessoas entre as duas nações, um no domínio técnico-militar, da formação profissional e um acordo aéreo para atualizar o de 1979).
A Goodyear Dunlop nomeou Xavier Fraipont diretor-geral de Motosport e Moto para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA). 
Xavier Fraipont deixa o seu antigo cargo de diretor da divisão de tecnologia de pneus de turismo na EMEA, substituindo Sanjay Khanna que, por sua vez, foi nomeado diretor de marketing e vendas para os mercados emergentes.
A unidade de negócios de Motosport e Moto para a EMEA inclui as áreas de tecnologia, vendas e serviços associados em Hanau (Alemanha), Birmingham (Reino Unido), Colmar-Berg (Luxemburgo) e Montlucon (França). Esta divisão está encarregue do desenho, fabrico e comercialização dos pneus de marca Dunlop para moto, além de conceber e produzir os pneus utilizados em automóveis e motos em competições como o Campeonato de Automóveis Touring Britânico (BTCC), o Campeonato Mundial de Endurance FIA ou o Campeonato Mundial de Moto2 FIM, e para outros parceiros técnicos da empresa, como a AMG Customer Sports, Honda Motorsport Europa e BMW M235i Racing Cup.
De acordo com Xavier Fraipont “este é um momento-chave para liderar a equipa. As nossas vitórias em 2015 em eventos de competição aberta como o TT da Ilha de Man, as 24 horas de Le Mans e VLN mostram que a nossa equipa que está a desenvolver os pneus Dunlop Motorsport tem um desempenho de nível muito elevado”. O responsável adianta que o seu “foco será a manutenção deste impulso para desenvolver pneus de competição para as mais exigentes corridas e para os parceiros fabricantes de equipamento original premium com que colaboramos”. Quanto ao mercado de pneus para moto, “temos planeada uma série de lançamentos de produtos que vão proporcionar aos nossos revendedores da EMEA uma oferta muito forte num mercado altamente competitivo”.
10-09-2015
A República de Angola, por intermédio do Instituto Regulador do Sector Eléctrico (IRSE), cessou a presidência da Associação das Reguladoras de Energia dos Países da Língua Oficial Portuguesa (RELOP), num mandato rotativo iniciado em 2013. 
Marino Lemos Bulls, do Gabinete da Assessoria Jurídica do IRSE, declarou à Angop que o país foi substituído por Cabo Verde, através da Agência de Regulação Económica (ARE), durante a VII Assembleia Geral e a VIII Conferência Anual da organização, realizada nos dias 2 e 3 de setembro em São Tomé e Príncipe.
A Agência Nacional de Energia Elétrica do Brasil (ANEEL) passa a ocupar a vice-presidência da RELOP no período de 2016/2017, sucedendo a Cabo Verde.
Durante o fórum, o presidente cessante da RELOP, o angolano Luís Mourão, propôs a adoção de um plano estratégico de cooperação, que defina o modo de atuação neste domínio entre todos os membros, permitindo-lhes uma acão conjunta, à semelhança do que se regista na CPLP.
De salientar que, na organização, foi elaborado um plano estratégico inserido no regimento interno dos ministros da Energia, que visa a definição da orientação da instituição, independentemente da entidade que está a assumir o mandato.
Foi igualmente apresentada a declaração de Cascais (Portugal) deste ano, saída do encontro de ministros da Energia dos Estados-membros da CPLP, e a identificação de modalidades para o melhor estreitamento e inserção das entidades membros da RELOP no apoio e desenvolvimento das políticas definidas.
César Coelho ocupa, a partir deste mês, o cargo de responsável de marketing no Cascade Wellness & Lifestyle Resort, situado na Ponta da Piedade, em Lagos, no Algarve.
Quando se pensa na “ciência” gestão, há um tema que se tornou constante: por que falham as empresas? O assunto tem sido glosado por variadíssimos autores que se dedicam a estas matérias. Há até livros, muito interessantes, onde a questão é escalpelizada ao pormenor.
Eu não quero envolver-me em tão acalorada discussão. Não só porque não tenho competência científica para o fazer, mas porque sei que seria “mais um entre tantos”. Mas de vez em quando dou comigo a pensar no assunto. Sobretudo porque, como jornalista de economia, vou conhecendo muitos casos de sucesso. Só que alguns deles começaram por ser pouco mais do que promessas. Um dos mais interessantes ocorreu em 2012, quando me convidaram para moderar um painel sobre “Ferramentas de Apoio à Exportação”, organizado pela Portus Park, em São João da Madeira. Uma das empresas em análise era uma ilustre desconhecida: a Farfetch. E não era desconhecida apenas do público em geral; era dos próprios jornalistas de economia. Depois de perceber o que a empresa fazia, pela boca do seu líder, dei comigo a pensar se caberia no grupo das mais interessantes de que ouvira falar nesse dia. O projeto era ambicioso: como convencer as empresas que comercializavam roupa de luxo e acessórios a vender os seus produtos online? Sendo que a plataforma (site, fotos dos produtos, serviços financeiros, sistemas de transação) seriam assegurados pela empresa portuguesa?
Voltei a ouvir falar da empresa a espaços nos últimos anos, sem ter a certeza se ganharia a tração suficiente para se afirmar num mundo sem fronteiras; afinal qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, com acesso a tecnologia podia fazer a mesma coisa… Mas alguns sinais sugeriam que estava no bom caminho: o número de funcionários foi aumentado (já são 600, 45% dos quais em Portugal), o número de empresas associadas foi subindo (300, em 27 países) e as vendas também: em 2013 faturou 300 milhões de euros…
Há algumas semanas as minhas dúvidas ficaram esclarecidas: num processo de angariação de capital, a Farfetch foi avaliada em torno de 900 milhões de euros. Novecentos milhões, não 100 milhões. Primeiro ponto: nunca ouvi falar de nenhum nenhum projeto português, que tenha começado como startup, que tivesse chegado a esta valorização. Segundo ponto: o projeto mereceu aprovação de grandes investidores externos.
Não voltei a falar com José Neves, o responsável da Farfetch. Mas quando o fizer, tenho a certeza de que as conclusões a que vou chegar não serão muito diferentes desta: o sucesso baseia-se no binómio talento (na gestão) e capacidade de execução. O capital é importante mas é a componente menos importante. Como se viu, se o talento estiver lá, e se além do talento os processos assegurarem uma correta implementação do projeto, o sucesso é garantido.
É isto que devíamos estar a passar para a sociedade portuguesa: para quê alimentar a cultura da subsídio-dependência se o dinheiro (do contribuinte) que deitamos para cima de empresas inviáveis poderia ser mais bem aproveitado em projetos de futuro? A propósito, alguém viu este tema discutido na campanha eleitoral?
Camilo Lourenço é licenciado em Direito Económico pela Universidade de Lisboa. Passou ainda pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque e University of Michigan, onde fez uma especialização em jornalismo financeiro. Passou também pela Universidade Católica Portuguesa. Comentador de assuntos económicos e financeiros em vários canais de televisão generalista, é também docente universitário. Em 2010, por solicitação de várias entidades (portuguesas e multinacionais), começou a fazer palestras de formação, dirigidas aos quadros médios e superiores, em áreas como Liderança, Marketing e Gestão. Em 2007 estreou-se na escrita, sendo o seu livro mais recente “Saiam da Frente!”, sobre os protagonistas das três bancarrotas sofridas por Portugal que continuam no poder.
Hugo Carvalho assumiu a direção da rede de oficinas Vulco, liderada pela Goodyear Dunlop Iberia, dentro da divisão de retalho. O responsável ocupa o lugar deixado por Alberto Villarreal, que fica com a área de marketing a seu cargo.
O ministro das Relações Exteriores de Cabo Verde, Jorge Tolentino, anunciou a nomeação de Edna Monteiro Marta para primeira cônsul-geral de Cabo Verde em Portugal. 
"Esta é uma reivindicação antiga das nossas comunidades em Portugal, desta vez entendemos que já era tempo de termos um cônsul-geral em Portugal para permitir o descongestionamento no tratamento das questões consulares”, declarou Jorge Tolentino, citado pela agência Lusa.
O ministro cabo-verdiano adiantou que a partir de agora a embaixadora de Cabo Verde em Portugal, Madalena Neves, dedicar-se-á em exclusivo às questões políticas e diplomáticas.
Edna Maria Monteiro Marta, que era conselheira da embaixada de Cabo Verde em Lisboa, terá competência plena sobre todas as matérias e, segundo Jorge Tolentino, vai dar resposta à procura que existe na embaixada cabo-verdiana. “Penso que já é um bom sinal que o primeiro cônsul-geral em Lisboa seja uma senhora, diplomata experiente e que certamente irá instalar o consulado da melhor forma e fazer caminho nesta matéria”, prosseguiu.
O governante cabo-verdiano informou que o país vai realizar “obras urgentes” na chancelaria em Lisboa para a poder alargar e construir um novo anexo para instalar o consulado “o mais rapidamente possível”.
De acordo com o relatório do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal de 2014, viviam em território luso 40.912 cabo-verdianos, constituindo a segunda maior comunidade estrangeira a seguir à brasileira.
Paul Joseph Selva é o novo subchefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas dos EUA, ocupando o segundo lugar na hierarquia militar do país. 
De acordo com a agência Lusa, Paul Joseph Selva, de 56 anos e com família originária na ilha do Faial, Açores, é piloto de formação e exercia as funções de comandante na Base de Transporte Militar Scott, no Estado do Illinois.
Nomeado para o cargo pelo presidente Barack Obama em maio, o general foi agora confirmado pelo Senado (que também confirmou o general Joseph F. Dunford para presidente do Estado-Maior-General).
Selva, piloto com mais de 3.100 horas de voo, tem uma licenciatura em engenharia aeronáutica na Forca Aérea Americana, um mestrado em gestão e recursos humanos e outro em ciência política. Entre outubro de 2008 e outubro de 2011 serviu como assistente do presidente do Estado-Geral-Maior da Marinha.
07-09-2015
| Livro |
Título: Inovação e Empreendedorismo em Angola, Contribuições para o Desenvolvimento das PME
Autores: Malundo Fausto Catessamo, Orlando Lima Rua
Edição: 2015
Páginas: 144
Editor: Vida Económica - Editorial
Preço: €17,90
| Sinopse |
| Sobre os Autores |
Malundo Fausto Congo é mestre em Empreendedorismo e Internacionalização de Empresas pelo Instituto Politécnico do Porto (IPP)/Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP), e licenciado em Matemática pelo Instituto Superior de Ciências da Educação do Uíge, da Universidade Agostinho Neto (Angola). Diretor-adjunto para a área científica de gestão e pós-graduações da Escola Superior Politécnica do Cuanza Norte, da Universidade Kimpa Vita, Cuanza Norte e Uíge, Angola. Docente na área científica de gestão da Escola Superior Politécnica do Cuanza Norte, da Universidade Kimpa Vita, Cuanza Norte e Uíge.
Orlando Lima Rua é doutor europeu em Economia e Gestão de Empresas pela Universidade de La Rioja (FCE); mestre em Ciências Empresariais pela Universidade do Porto (FEP); MBA – Master of Business Administration pela Universidad Europea de Madrid (IEDE). Investigador efetivo do Centro de Estudos em Ciências Empresariais e Jurídicas (CECEJ), do Instituto Politécnico do Porto (IPP)/Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP), e investigador integrado da Unidade de Investigação Aplicada em Gestão (UNIAG), da Associação de Politécnicos do Norte de Portugal (APNOR). Docente na área científica de gestão no IPP-ISCAP.
O eQubes, jogo de raciocínio matemático inspirado em equações e cubos criado por João Lima, estudante na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, atingiu em tempo recorde o 1.º lugar na App Store na categoria de aplicações para iPad. 
O eQubes, para quem é apaixonado por números e aprecia quebra-cabeças, desafia os jogadores a treinar o cérebro através de equações matemáticas que têm de solucionar em contrarrelógio.
O estudante explica que “o eQubes combina a linguagem universal dos números com um design apelativo e uma interface simples e intuitiva, o que convida qualquer pessoa, de qualquer idade, a jogar”.
Entretanto, João Lima está a preparar, em conjunto com a BloomIdea (empresa portuguesa parceira no desenvolvimento do eQubes), as próximas fases do jogo.
02-09-2015
Portal da Liderança
António Simões passou a exercer o cargo de presidente-executivo de um dos maiores bancos do mundo em termos de ativos, bem como a função de CEO para o mercado europeu. 
Oito anos após a entrada no HSBC, e depois de ter ocupado várias posições na entidade financeira, o banqueiro de 40 anos substitui Alan Keir na presidência da instituição na Europa, integrando o Conselho de Administração da HSBC Holdings, grupo liderado por Stuart Gulliver.
Com um currículo impressionante, ganhou no entanto notoriedade no conservador mercado britânico por ser o primeiro CEO assumidamente homossexual.
01-09-2015
Portal da Liderança