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O Bloco de Esquerda esteve reunido este domingo, 30 de Novembro, tendo aprovado a nova direção política. Catarina Martins é a porta-voz do partido. Já João Semedo deixa a liderança do Bloco de Esquerda.

Pedro Soares, Pedro Filipe Soares (que continuará a ser o líder da bancada parlamentar), Joana Mortágua, Adelino Fortunato e Nuno Moniz são alguns dos nomes que fazem parte da nova comissão política do partido.
"Temos hoje um Bloco mais forte e mais unido. A solução que encontrámos é de uma direção política em que estão representadas todas as moções. Em que eu sou a porta-voz", afirmou Catarina Martins na conferência de imprensa que se seguiu à reunião da mesa nacional.
A decisão merecer "mais de 90% dos votos", sendo que não houve "nenhum voto contra", acrescentou Catarina Martins.
A porta-voz do BE não quis terminar sem deixar uma palavra a João Semedo, que nos últimos anos partilhou a liderança do partido com Catarina Martins. "Quero salientar que a solução encontrada só foi possível graças ao empenho de João Semedo neste processo. O Bloco deve-lhe muitíssimo."
Sem adiantar mais pormenores sobre o futuro de João Semedo, Catarina Martins afirmou ainda que o partido continua a "contar com a sua força e determinação" e que "o papel de João Semedo é essencial. É dirigente, deputado e é sem dúvida uma das presenças mais fortes e capazes com que contamos todos os dias."
Carlos César é o novo presidente do PS. O mandatário da candidatura de António Costa às primárias foi, como se previa, eleito para o cargo até agora ocupado por Maria de Belém Roseira.

Na sua primeira declaração prometeu trabalho. "Tudo farei para honrar o mandato que me foi conferido", garantiu.
Maria de Belém afirma que "o PS saiu reforçado das primárias que escolheram o candidato a primeiro-ministro". "Demonstrou arrojo e vanguardismo e nada mais ficará igual na cena política portuguesa. Depois de ser o primeiro partido a introduzir eleições diretas ousou rasgar nova porta com as primárias", destacou.
"Os desafios são enormes e só serão ultrapassados com inteligência, com disposição social para cooperar que envolva todos aqueles que querem fazer de Portugal um país com bom nome e um país vencedor", assinalou.
Nicolas Sarkozy, o ex-Presidente da República francês que prometeu afastar-se da política em 2012 depois de falhar a reeleição, está de volta às lides partidárias.

Como se esperava, venceu as eleições para a presidência da União para um Movimento Popular (UMP), mas surpreendentemente, apenas convenceu 64,5% dos militantes da necessidade de “mudar tudo” no partido de centro-direita.
Sarkozy terá agora de se sujeitar a primárias para a escolha do candidato a lançar pela UMP nas presidenciais de 2017. Alan Juppé, o político de direita que atualmente é o favorito dos franceses, exige que esse processo seja aberto também aos centristas.
A segunda surpresa eleitoral foi o resultado obtido pelo antigo ministro da Agricultura, Bruno Le Maire, que conquistou quase 30% dos votos, enquanto o terceiro concorrente, o deputado Hervé Mariton, se ficou pelos 6,32%.
Os esforços de Le Maire foram destacados pelos franceses – de todos os partidos – que em resposta aos inquéritos de opinião designaram a sua campanha como a melhor de todos os candidatos da UMP.
A primeira reação de Sarkozy surgiu na sua página no Facebook. "Este voto marca uma nova partida para a nossa família política. Temos de nos unir para nos consagrarmos à procura de soluções novas para a França", afirmou.
Esta foi a quarta vez, nos doze anos de existência do partido, que os militantes da UMP foram chamados a decidir sobre a liderança. O processo decorreu numa conjuntura de profunda divisão interna.
A votação, que foi eletrónica para prevenir a fraude foi uma das mais participadas de sempre.
Jorge Rebelo de Almeida, Presidente do Grupo Vila Galé, diz-se "absolutamente contra o aparecimento de novas taxas (...) quando estas não são solução para nada" e que o país precisa é "de uma grande reforma fiscal, da administração pública e até alguma reforma política".
Jorge Rebelo de Almeida cedeu esta entrevista no âmbito do lançamento da Semana Global do Empreendedorismo, promovida pela SEDES.
Portal da Liderança (PL): O que mais o desafia na liderança da sua organização?
"Se se soubesse o prazer que dá fazer coisas haveria muito mais gente a empreender."
"Um dos grandes desafios do empreendedorismo é ter-se riscos."
"O que falta em muitas atividades em Portugal é que haja gente profissional."
"O nosso país precisa de se desenvolver na agricultura."
PL: Qual a situação que o fez aprender mais sobre liderança?
"Aprendi muito pela negativa."
"Dá prazer liderar com conhecimento profundo de todas as áreas de atuação."
"A gestão obriga a um conhecimento profundo da área de negócio em que opera."
"Quem conduz o negócio tem de aprender esse negócio."
"Quem está muito perto da realidade do dia a dia acaba sempre por ter uma ideia brilhante."
PL: O que é imprescindível a todo o empreendedor?
"Uma pessoa pode ser empreendedora a trabalhar dentro de uma organização."
"Comecei por fazer experiências empresariais trabalhando por conta de outrem."
PL: Que conselhos deixa aos empreendedores da lusofonia para uma melhor liderança?
Alguns destaques:
"O Brasil é um país gigantesco mas onde ainda há muito a fazer."
"As pessoas muitas vezes desgastam as suas energias a queixarem-se das dificuldades."
"A Vila Galé nunca teve uma ambição desmedida e foi sempre procurando fazer coisas diferentes."
"O turismo em Portugal é hoje uma atividade que tem muito desenvolvimento."
"Muita da procura por Lisboa resulta de muitas das iniciativas de jovens que lançaram novas atividades."
"Temos muita gente nova a lançar-se com muita criatividade na área da gastronomia."
PL: O que pensa ter mais impacto na atividade turística em Portugal? A atual taxa de IVA ou a introdução de uma taxa de turismo em Lisboa?
"Somos um dos poucos setor deste país que tem vindo a crescer."
"Temos ainda muitas empresas deste setor a atravessarem dificuldades muito grandes."
"Há muitas empresas boas em Portugal."
"A gestão pública tem sido genericamente má."
"Houve uma grande falta de bom-senso e de facilitismo [em Portugal]."
"O país precisa de uma grande reforma fiscal, da administração pública e até alguma reforma política."
"Não resolvendo as questões de fundo não temos saída [enquanto país]."
"Não aceito que se paguem mais taxas quando estas não são solução para nada."
"Lisboa tem uma oferta para congressos mais do que suficiente."
"Devíamos aproveitar melhor o que existe já e concentramo-nos no que é essencial."
Jorge Rebelo de Almeida, formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é Presidente do Conselho de Administração da Vila Galé, Vila Galé Gest, Vila Galé Internacional e Vila Galé Coimbra. Administrador da Casa de Sta. Vitória – Sociedade Agroindustrial, é também Sócio-gerente das sociedades brasileiras Vila Galé Brasil, VG Brasil e Cumbuco Golf Resort, Ltda. Exerceu advocacia até 1986 na área comercial e nos sectores de projetos de construção e hotelaria.
O Presidente da República da Guiné-Bissau formalizou a exoneração do ministro da Administração Interna através de um decreto presidencial.

O decreto de José Mário Vaz tornado público hoje, dá conta de um pedido de demissão de Botche Candé que, entretanto, fora aceite pelo primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira.
O cargo de Botche Candé será assumido interinamente pelo secretário de Estado da Ordem Pública, Doménico Sanca.
Botche Candé é a primeira figura do atual governo de Domingos Simões Pereira a pedir a sua demissão.
O Governo saído das últimas eleições legislativas está em funções deste 4 de Julho deste ano e tinha dezasseis ministros e quinze secretários de Estado, entre os quais seis mulheres.
Ainda não se conhecem as razões do pedido de demissão de Botche Candé.
A personalidade
Herbert D. Kelleher nasceu em 1931. Cofundador, Chairman Emeritus e ex-CEO da Southwest Airlines, advogado, conheceu o então seu cliente Rollin King, com quem fundou esta companhia aérea, ao mudar-se para o Texas para trabalhar numa firma de advogados especializada no serviço a empreendedores. A grande inovação a que se propunham, era oferecer viagens aéreas a preços baixos, a partir da eliminação de serviços desnecessários que encareciam o preço (low-cost) e de usarem aeroportos secundários, com tráfego e custos inferiores. A Southwest é uma das empresas do top 5 da Fortune na categoria das empresas americanas mais admiradas, tendo sido considerado por esta publicação provavelmente o melhor CEO da América. Kelleher é uma daquelas lendas da gestão: um empreendedor que conseguiu criar uma startup com sucesso e depois torná-la numa enorme organização com permanência na lista das empresas mais admiradas da América.
Herb Kelleher
Sugestão de leitura

Título: Nuts!
Autor: Kevin Freiberg; Jackie Freiberg
Editor: Crown Business
Páginas: 384
Twenty-five years ago, Herb Kelleher reinvented air travel when he founded Southwest Airlines, where the planes are painted like killer whales, a typical company maxim is "Hire people with a sense of humor," and in-flight meals are never served--just sixty million bags of peanuts a year. By sidestepping "reengineering," "total quality management," and other management philosophies and employing its own brand of business success, Kelleher's airline has turned a profit for twenty-four consecutive years and seen its stock soar 300 percent since 1990.
Today, Southwest is the safest airline in the world and ranks number one in the industry for service, on-time performance, and lowest employee turnover rate; and Fortune magazine has twice ranked Southwest one of the ten best companies to work for in America. How do they do it?
With unlimited access to the people and inside documents of Southwest Airlines, authors Kevin and Jackie Freiberg share the secrets behind the greatest success story in commercial aviation. Read it and discover how to transfer the Southwest inspiration to your own business and personal life.
Herb Kelleher e a Southwest Airlines, Segredos do Sucesso

A Southwest coloca os seus colaboradores à frente dos clientes e dos shareholders, vendo-os como clientes "internos". A empresa compromete-se com estes quanto a agir com honra e respeito, dar atenção a cada um, proteger e recompensar os seus empregados independentemente do cargo ou posição ocupado na empresa.
Já os colaboradores, em contrapartida, comprometem-se em tratarem-se entre si e aos clientes "externos" de uma forma calorosa, carinhosa e hospitaleira.
Segundo Kelleher, a implementação deste compromisso traduz-se na fidelização do cliente, o que gera a satisfação dos shareholders.
Acreditamos que o nosso trabalho não é só fornecer o serviço de maior confiança aos menores custos, mas também permitir que os clientes usufruam de uma experiência que vá mais além, composta por diversão, calor humano, hospitalidade, prontidão dos trabalhadores e dos clientes."
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Herb Kelleher
Herb Kelleher: Na Southwest nunca despedimos temporariamente

Herb Kelleher, fundador e presidente emérito da Southwest Airlines, em entrevista à Fortune, refere que “ter um conjunto simples de valores para uma empresa era algo muito eficaz e conveniente”. Este confessa que “nunca tivemos que despedir temporariamente as pessoas. Podíamos ter ganho mais dinheiro mas nunca o fizemos”.
Herb Kelleher e "éminence grise*" são duas coisas que não jogam muito bem juntas. No entanto, o fundador e presidente da Southwest Airlines, que gosta de beber e de fumar e tem agora 82 anos, sabe mais sobre a indústria aérea do que qualquer outra pessoa no mundo.
Antigo advogado, criou o modelo de negócios da Southwest num guardanapo de papel. Kelleher é uma daquelas lendas da gestão: um empreendedor que conseguiu criar uma startup com sucesso e depois torná-la numa enorme organização com permanência na lista das empresas mais admiradas da América.
Sempre falou de como era importante ter empregados empenhados para o sucesso de uma empresa. Como é que conseguiu isso na Southwest?
Leia a entrevista aqui.
Herb Kelleher
Herb Kelleher: A estratégia é a nossa visão e objetivo
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Mais sobre Herb Kelleher:
Há dias, um leitor habitual deste site escreveu-me a dar feedback sobre o nosso trabalho. A dado momento do email, perguntava: “Não obstante o bom trabalho que fazem, não se sentem incomodados quando alguém que homenagearam no passado vos desilude?”
Na troca de emails que se seguiu, percebi que o leitor se referia ao prémio atribuído ao antigo CEO da PT, Zeinal Bava.
É uma boa questão. Como jornalista, não é a primeira vez que sou confrontado com ela. Há anos, um empresário perguntava-me se, enquanto director da publicação, não me sentia “traído” por um empresário que tínhamos elogiado profusamente anos antes. Empresário cuja organização, entretanto, entrara em declínio. A explicação que lhe dei na altura, foi a mesma que dei ao leitor que me escreveu na semana passada:
Camilo Lourenço é licenciado em Direito Económico pela Universidade de Lisboa. Passou ainda pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque e University of Michigan, onde fez uma especialização em jornalismo financeiro. Passou também pela Universidade Católica Portuguesa. Comentador de assuntos económicos e financeiros em vários canais de televisão generalista, é também docente universitário. Em 2010, por solicitação de várias entidades (portuguesas e multinacionais), começou a fazer palestras de formação, dirigidas aos quadros médios e superiores, em áreas como Liderança, Marketing e Gestão. Em 2007 estreou-se na escrita, sendo o seu livro mais recente “Saiam da Frente!”, sobre os protagonistas das três bancarrotas sofridas por Portugal que continuam no poder.
Todos temos referências, seja nos negócios, seja na vida. Por norma, estas pessoas são muito conhecidas e com elevado sucesso, sendo frequentemente apelidadas de celebridades. Como acontece com todos os verdadeiros líderes, são estas que nos inspiram e procuramos aprender com elas e seguir o seu exemplo.
Mas todos começamos por algum lado. Todos, em certa altura, necessitamos que alguém nos dê uma oportunidade. É o caso de todas estas pessoas de sucesso que, a certa altura, tiveram alguém que os recrutou, que conseguiu ver o potencial que tinham e fazê-lo florescer.
Este artigo apresenta-lhe algumas das maiores decisões de recrutamento de sempre, destacando quem acreditou e avançou com essas decisões.
1) Dennis Swanson
Quem contratou? Oprah Winfrey
Até mesmo a Oprah precisou um dia que lhe dessem a mão. Chicago era em 1983 muito diferente do que é hoje, com uma tensão racial em alta, decorrente da recente eleição do Mayor Harold Washington.
Dennis Swanson era na época diretor-geral da ABC. No seu primeiro dia de trabalho enquanto diretor de programação, ficou sem locutor em Chicago. Quando estava a visionar clips de potenciais candidatos, Swanson ficou impressionado com a jovem Oprah, mas receoso sobre se esta conseguiria dar conta sozinha de um grande programa. Chamou-a para uma entrevista em vídeo e todo o resto é história. Até mesmo a Oprah já mencionou o enorme risco que foi e que “não era possível que fosse contratar uma mulher negra”.
Dennis Swanson acabou por se tornar diretor de operações da FOX.
2) Nolan Bushnell
Quem contratou? Steve Jobs
Nolan Bushnell, fundador da Atari, contratou o jovem Steve Jobs, então com 19 anos, por 5 dólares à hora, como programador. Na altura, Jobs estava ainda a tentar perceber o que queria fazer com a sua vida.
Bushnell percebeu de imediato que o jovem Jobs era um promissor visionário que queria mudar o mundo, mas com quem era também muito difícil trabalhar. Por isso mesmo, criou um novo turno “noturno”, em que Jobs pudesse ser deixado a trabalhar as suas ideias, sem que a restante empresa o estivesse a atrapalhar. Dois anos mais tarde, Steve Jobs e Steve Wozniak fundavam a Apple. Hoje na casa dos 70, Nolan Bushnell continua a manter-se no ativo e como um empreender de renome de Silicon Valley.
3) Sandy Weill
Quem contratou? Jamie Dimon
Jamie Dimon é habitualmente descrito como o “banqueiro preferido” do presidente. Quer se goste dele quer não, há que admitir que sempre esteve presente pela JPMorgan Chase, para ouvir as críticas que lhes eram dirigidas. (Consegue referir algum outro CEO que tenha sido convocado pelos sucessivos legisladores?). Atualmente um dos mais bem-sucedidos de Wall Street, depois de se ter graduado em Harvard, recusou propostas mais lucrativas de trabalho no Goldman Sachs, Morgan Stanley e Lehman Brothers. Isto para ir trabalhar com Sandy Weill na American Express. Porquê? Porque Weill lhe tinha prometido que se iriam “divertir”. Será que, na próxima vez que entrevistarmos gestores de que gostamos, lhes podemos também prometer que se irão divertir?
4) Bobby Robson
Quem contratou? José Mourinho
José Mourinho é indiscutivelmente o mais bem-sucedido treinador de futebol da atualidade. Numa carreira relativamente curta, já venceu mais de 20 grandes prémios. No entanto, ao contrário da maioria dos outros treinadores da atualidade, Mourinho não foi um bem-sucedido jogador e as oportunidades que teve para entrar na área foram limitadas.
A sua grande oportunidade surgiu em 1992, aos 29 anos, quando lhe ofereceram a oportunidade de ser tradutor-intérprete de Bobby Robson, um dos mais bem-sucedidos treinadores ingleses da sua geração.
Robson não só viu o potencial de Mourinho, como rapidamente o promoveu de tradutor para treinador adjunto e o contratou nos dois clubes seguintes que liderou. Este tipo de mentoria foi uma tendência nos últimos anos da carreira de Robson. Com ela, Mourinho ganhou as bases para se tornar num treinador de referência a nível mundial na atualidade.
5) Sir Almroth Wright
Quem contratou? Sir Alexander Fleming
Sir Almroth Wright (1861 – 1947) foi um bacteriologista britânico. Em 1903, contratou um jovem estudante de 20 anos chamado Alexander Fleming que tinha uma boa experiência na área das ciências, mas que trabalhava num escritório de navegação há 4 anos. 25 anos mais tarde, em 1928 (esperaríamos nós tantos anos nas nossas organizações pelos resultados?), Fleming descobriu acidentalmente a penicilina. E desta forma mudou o mundo. Sim, acidentalmente, mas teve de estar no laboratório a desenvolver trabalho para a alcançar.
Uma última ideia que mostra a visão de Wright: desde cedo avisou que, embora fossem de grande utilidade a curto prazo, os antibióticos iriam aumentar a resistência das bactérias, o que ficou comprovado como um dos potenciais maiores riscos da atualidade.
6) Lazar Sidelsky
Quem contratou? Nelson Mandela
Lazar Sidelsky foi advogado na África do Sul, sendo a sua firma, a Witkin, Sidelsky & Eidelman, pioneira na contratação de pessoas de cor no país, entre 1930 e 1940. Entre os contratados, estava o jovem Nelson Mandela que recentemente tinha estabelecido residência em Joanesburgo.
Sidelsky deu-lhe a oportunidade de se qualificar como advogado, em certa medida numa situação de revelia para com o governo. Mandela considerou-o o primeiro branco que o tratou com respeito. Para além do emprego, tinha um genuíno interesse pelo bem-estar e futuro de Mandela, pelo que lhe ensinou a importância da educação. Sidelsky argumentava com Mandela que, apenas através de uma educação em massa, é que seria possível libertar os africanos.
Num processo de recrutamento, deveremos ter presente que, para além de procurar ir de encontro às nossas necessidades imediatas, estamos sempre à procura de potencial. Se hoje investirmos nas pessoas certas, o amanhã poderá ser fantástico para todos nós.
Publicação autorizada pelo autor.
Jas Singh é fundador e diretor da Iopa Solutions, dedicada a um nicho de recrutamento a partir de Londres. Formado em farmácia e tendo trabalhado na indústria médica por vários anos, é hoje 100% dedicado ao recrutamento e parceiro de líderes de todos os setores de atuação na contratação das pessoas certas para os seus negócios. Mais informações aqui.
Nos últimos 25 anos um conjunto de acontecimentos acumulados alterou drasticamente a posição da economia mundial que fala português, dando-lhe um potencial que deve ser aproveitado.
Carlos Oliveira
Este aproveitamento poderá ser feito através da ponderação estratégica de uma visão das dinâmicas globais que poderão ser dominantes nos próximos 50 anos, da cooperação madura e interessada entre os países que falam português e da consequente ação articulada, determinada e pragmática.
O bloco económico lusófono
O conjunto de acontecimentos aludidos em cima são sobretudo: a entrada de Portugal na União Europeia nos anos 1980 (então CEE) e a especialização económica em curso; a estabilidade enquanto nação e o início de uma era de crescimento económico de Angola, Cabo Verde e Moçambique no final da primeira década deste século; a independência de Timor-Leste no início do século, permitindo o desenvolvimento e alguma relevância económica; o processo exemplar de integração de Macau na China. Dentro de alguns anos, esperemos que não muitos, países de menor potencial, como São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, poderão compor marginalmente este lote. Acresce uma diáspora crescente de falantes em português em cargos de gestão de grandes empresas internacionais e em organismos multilaterais.
O português é a 5.ª língua mais falada do globo e a mais falada do hemisfério sul – o hemisfério do crescimento económico, demográfico e político (excluindo a China e a Índia). Há países que falam português em quase todos os blocos económicos e continentes. O português é a terceira língua mais falada no Facebook.
Mundo em mudança abre oportunidades
Nos últimos 200 anos temos assistido ao ascender do bloco anglo-saxónico, devido a um vasto conjunto de acontecimentos históricos. No entanto, nos últimos 25 anos o mundo tornou-se mais multipolar, abrindo espaço para a afirmação de outras culturas e de outros blocos económicos. Por exemplo, apesar de o inglês se ter tornado numa espécie de língua franca mundial, a evolução da China e das economias emergentes está a reequilibrar o forte peso cultural anglo-saxónico. Se, por um lado, a língua inglesa serviu para homogeneizar linguisticamente o mundo, por outro lado a própria língua inglesa serve de alavanca para a maior transferência e afirmação de outras culturas e dos seus valores. A evolução económica e o peso mundial dos países muçulmanos suportados pelo petróleo é ainda uma incógnita.
Também nos últimos 25 anos a forte evolução das tecnologias de informação e comunicação e a emergência da internet têm alterado as regras económicas através do fenómeno da globalização, tendo criado muito maior fluidez e incerteza na economia, tornando a competitividade económica mais aberta, menos protegida e mais democrática.
A crise económico-financeira em Portugal vai servir para reforçar o potencial de um bloco económico lusófono, ao tornar os portugueses mais interessados, pela necessidade, nos outros países lusófonos, ao abrir ainda mais a sua economia ao mundo e ao alargar a sua diáspora, etc.
Como potenciar o bloco económico lusófono?
Há que refletir e ponderar bem sobre o interesse de cada país, e de todos na globalidade, no reforço de uma estratégia de bloco económico, e sobre quais os caminhos a partilhar. Apresentam-se a seguir algumas ideias iniciais e que precisam de ser estudadas e complementadas por uma reflexão mais profunda pelos agentes económicos e políticos com poder de realizar e implementar.
Como resultado de uma reflexão curta e imediatista, para um simples artigo, apontamos algumas ideias que nos parecem importantes para se projetar um bloco económico lusófono com interesse para cada um dos países que o constituem.
Os próximos passos
Como podemos avançar? Pensamos que os agentes económicos e os políticos terão a visão para tornar esta uma realidade, na sua atuação no dia a dia. No entanto, para acelerar o processo e o potenciar ao máximo seria relevante considerar os seguintes passos:
GSI – Uma pequena semente
O Global Strategic Innovation (GSI), é um programa de imersão em Silicon Valley, nos EUA, durante uma semana que envolve executivos de vários países lusófonos e que tem acontecido nos últimos anos com imenso sucesso. O GSI ajuda a compreender o ambiente criativo de Silicon Valley, a inovação estratégica, os modelos de negócios do futuro, o empreendedorismo inovador, visitando empresas e centros de conhecimento. Este programa é uma gota insignificante, mas não deixa de ser uma montra da abertura de espírito e da nova colaboração criativa, virada para fora, capazes de construir um bloco lusófono de interesse para todos. Três princípios orientam o GSI – IEP: ver o mundo por “novos olhos”, sonhar mudar o mundo, começar a mudança por nós próprios e as nossas organizações.
Carlos Miguel Valleré Oliveira é CEO da LBC, empresa internacional de consultoria de gestão presente em países como a África do Sul, Angola, Brasil, Cabo Verde, EUA, Espanha, Moçambique e Portugal. O antigo presidente da CCILSA – Câmara de Comércio e Indústria Luso Sul-Africana assina a rubrica "Ponto de Vista" no Portal da Liderança sobre os temas da liderança-gestão, economia-sociedade e inovação-empreendedorismo.
O empresário moçambicano Salimo Abdula foi eleito, esta semana, presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), numa assembleia geral daquela instituição realizada em Cabo-Verde.

A candidatura de Salimo Abdula foi proposta pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
Abdula foi eleito por unanimidade com votos dos nove países membros da confederação empresarial.
Salimo Abdula, empresário moçambicano de renome, conta com 26 anos de experiência empresarial em diversas áreas e sectores de atividade. Atualmente, para além da presidência da CE-CPLP, é Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Confederação das Associações de Económicas de Moçambique, Presidente do Conselho de Administração da Intelec Holdings, S.A. (grupo empresarial que atua nos ramos de Energia, Publicidade, Turismo, Finanças, Recursos Minerais, Telecomunicações, Imobiliária e Consultoria) e Presidente de Conselho de Administração da Vodacom Moçambique.
Foi também Deputado da Assembleia da República de Moçambique.
O Presidente de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, nomeou hoje por decreto Patrice Trovoada para o cargo de primeiro-ministro do XVI governo constitucional do país.

"No uso das competências que me são conferidas pelo artigo 84 da Constituição da República (...) é nomeado o Senhor Patrice Emery Trovoada (na foto) para o cargo de primeiro-ministro e chefe do XVI governo constitucional", lê-se no decreto presidencial distribuído hoje à imprensa.
O decreto presidencial sublinha que a decisão foi tomada com base nas eleições legislativas realizadas no dia 12 de outubro, "cujos resultados definitivos foram divulgados pela Assembleia de Apuramento Geral".
A Ação Democrática Independente (ADI), de Patrice Trovoada, venceu com maioria absoluta as legislativas, elegendo 33 dos 55 lugares do parlamento.
"Por imperativo legal, o partido político vencedor apresentou no dia 24 de novembro corrente o nome da individualidade para ocupar o cargo de primeiro-ministro e chefe do XVI governo constitucional" destaca o decreto presidencial.
Fonte da Ação Democrática Independente (ADI) confirmou hoje à Lusa que na quarta-feira "já haverá governo", devendo o primeiro-ministro "levar ao Presidente da República nas próximas 24 horas a composição do executivo para efeitos de tomada de posse".
Hoje de manhã, Patrice Trovoada foi recebido no Palácio Presidencial por Manuel Pinto da Costa.
À saída disse à imprensa que a sua prioridade é "formar o novo governo, pôr o país a funcionar e acabar com os desmandos".
Dois meses depois de ter chegado à liderança do Santander, Ana Botín começa a arrumar a casa e procedeu a alterações de monta na cúpula da instituição. Sai Javier Marín do cargo de presidente executivo para ser substituído por José Antonio Álvarez, até agora administrador financeiro.

A decisão foi anunciada esta terça-feira, 25 de Novembro, após reunião do conselho de administração do banco, e comunicada ao regulador espanhol.
Ao mesmo tempo, houve mais entradas. Bruce Carnegie-Brown passa a ser primeiro vice-presidente do conselho de administração e diretor da administração.
Sol Daurella e Carlos Fernández entram como diretores independentes para a administração, enquanto Rodrigue Echenique passa de membro não-executivo da administração a vice-presidente da administração. Estes três últimos vão ocupar as vagas que resultaram da morte de Emilio Botín e da demissão de Fernando de Asúa e Abel Matutes, segundo o comunicado.
Como resultado da nomeação de José Antonio Álvarez, José Garcia Cantera - atualmente responsável da divisão de Global Banking and Markets - passa a administrador financeiro.
Já Jacques Ripoll - até agora no Santander Reino Unido - vai substituir Cantera na liderança da unidade de Global Banking and Markets.
As alterações tomam efeito a partir de 1 de Janeiro e estão sujeitas a aprovações regulatórias, sublinha o comunicado.
Javier Marín, 48 anos, começou a trabalhar no grupo Santander em 1991. Licenciado em Direito e com um mestrado em gestão, chegou à liderança do banco em Abril do ano passado e sua liderança foi ratificada novamente este ano na assembleia-geral.
A sua saída da liderança acontece depois da morte de Emilio Botín no início de Setembro. Ana Botín substituiu o seu pai e passou a ser a nova chairman. A família Botín detém 2% do banco e está envolvido na sua gestão há mais de 100 anos, desde 1895.
Ana Botín ambiciona tornar o Santander no "maior banco comercial do mundo".
"Contamos com o conselho e a equipa direta de que precisamos para liderar o banco daqui para a frente", disse Ana Botín numa carta enviada hoje aos trabalhadores do banco e citada pelo jornal Expansíon.
A presidente agradece o trabalho efetuado por Javier Marín e destaca que o novo CEO é um "líder de grande visão, capacidade de trabalho e experiência no sector financeiro".
José Antonio Álvarez chegou ao Santander em 2002 vindo do BBVA. Foi o braço direito do antigo CEO Alfredo Sáenz durante dez anos, na qualidade de administrador financeiro e na relação com os investidores.
Os analistas elogiam a escolha do executivo para liderar o maior banco europeu. "Ana Botín está obviamente à procura de colocar a sua marca no banco. Alvarez é bem conhecido dos mercados, tem um forte conhecimento do banco. É adequado para o trabalho", referiu à Bloomberg o analista do banco Nomura Daragh Quinn.
Já Alvaro Cuervo, professor universitário de finanças em Madrid, considera que banco poderá agora mudar de estratégia. "O novo CEO é caraterizado pela sua visão de mercados globais. Talvez o foco em Espanha perca ênfase. E talvez isso signifique um aumento do enfâse na banca de investimento", aponta.
O Montepio vai eleger um novo administrador. João Cunha Neves é o nome proposto a votação no próximo dia 10 de Dezembro. A ser eleito, o conselho de administração passa a contar com cinco membros, de forma a cumprir o exigido pelos estatutos da instituição.

João Cunha Neves, que "vem exercendo as funções de diretor da Direção de Planeamento Estratégico e Contabilidade" e que tem um "profundo conhecimento da instituição", é o nome proposto para vogal do Montepio Geral na assembleia-geral marcada paras 10 de Dezembro, de acordo com o comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
A assembleia terá um ponto único na ordem de trabalho: a eleição deste membro do conselho de administração. O objetivo é que Cunha Neves conclua o mandato que termina a 31 de Dezembro de 2015.
Atualmente, o conselho conta apenas com quatro membros. Tomás Correia é o presidente, sendo que Jorge Humberto Luís, Pedro Ribeiro e Fernando Magalhães são os três vogais. Todos foram eleitos no início de 2013, com mandato até ao final do próximo ano. Mas os estatutos da Caixa Económica, que pertence à associação mutualista, indicam que o conselho deve ser composto por um presidente e quatro vogais.
Segundo o comunicado à CMVM, Cunha Neves já tem o registo provisório junto do Banco de Portugal para vir a exercer a quarta posição de vogal, quinto membro da administração. Falta o sim da assembleia-geral.
O diretor de comunicação institucional dos CTT – Correios de Portugal, Miguel Salema Garção, recebeu ontem por parte da FEIEA, Federação Europeia de Comunicação Interna, o “Diploma of Honour” que visa reconhecer o trabalho desenvolvido na liderança de comunicação dos CTT.
O prémio foi entregue no centro de Londres, em Bloomsbury, no decurso da Gala do Grand Prix da FEIEA, e reconhece o percurso profissional de Miguel Salema Garção, que é desde 2010 diretor de comunicação dos CTT. Na sessão esteve presente o presidente da direção da APCE – Associação Portuguesa Comunicação Empresas, membro da FEIA em Portugal, Eduardo Guedes de Oliveira.
Na sequência da participação dos CTT no FEIEA Grand Prix 2014, outros dois trabalhos de dois profissionais dos CTT, na área de comunicação interna, foram igualmente reconhecidos: “Melhor Fotografia” – Revista Aposta 119, por Pedro Mónica –, e “Melhor Ilustração”, Revista Aposta 117, “Watching life passing by”, por Samuel Trindade.
Miguel Salema Garção afirma que “este prémio é partilhado com toda a equipa de comunicação dos CTT composta por excelentes profissionais e dedicado a todos os colegas da empresa. É um orgulho como português e como profissional desta área ver o trabalho que fazemos reconhecido além-fronteiras”.
A Primeira-dama de Cabo Verde, Lígia Dias Fonseca, foi galardoada com o Prémio GLOBAL INSPIRATIONAL LEADERSHIP AWARD (prémio de Liderança Inspiradora Mundial) de Mulheres Líderes Mundiais 2014 pelo Centro para o Desenvolvimento Económico e Liderança (CELD), uma ONG com estatuto consultivo especial junto do Conselho Económico e Social das Nações Unidas.

A escolha da Primeira-dama, Lígia Dias Fonseca, deve-se, segundo os promotores, às diversas iniciativas que tem levado a cabo, com incidência sobre as mulheres, nomeadamente, nas áreas de HIV/SIDA, educação, saúde materno-infantil, entre outras.
De referir que as mulheres anteriormente premiadas pelo CELD foram a ex-presidente do Malawi, Joyce Banda, a vice-presidente do Zimbabwe, Joice Mujuru, Penehupifo Pohamba, Primeira-dama da República de Namíbia, Salma Kikweete, Primeira-dama da República de Tanzânia, Datin Paduka Seri Rosmah Masor, esposa do Primeiro-ministro da Malásia, Denise Bucumi Nkurunziza, Primeira-dama da República do Burundi, esposa do antigo Primeiro-ministro do Quénia, a presidente do Fórum Internacional das Mulheres Árabes, Reino Unido, esposas de diferentes governadores, a presidente do Parlamento do Uganda, a presidente do Parlamento da Tanzânia, de entre outras mulheres influentes.
António Carrapatoso encerra em 31 de Dezembro de 2014 o mandato de chairman da Vodafone Portugal, funções que exercia desde 2009, indo dedicar-se inteiramente a outros projetos de cidadania, profissionais e empresariais, adianta a empresa em comunicado.

As funções de chairman, até agora desempenhadas por António Carrapatoso, passarão a ser, por acumulação, da responsabilidade do atual presidente executivo da Vodafone Portugal, Mário Vaz.
António Carrapatoso foi fundador da Telecel (mais tarde, Vodafone Portugal), tendo sido o primeiro colaborador e presidente executivo, e coordenou, em 1990/91, a elaboração de uma candidatura concorrente à atribuição da segunda licença de telecomunicações móveis (GSM) em Portugal.
Carrapatoso negociou os direitos para trazer para Portugal de um dos projetos mais mediáticos do momento, o Lago dos Tubarões, programa de televisão que arrancará na SIC e que é liderado por Paulo Sousa Marques, CEO da edição nacional.
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Livro
Autor: Daniel Smith com Pedro Aniceto
Edição: abril, 2014
Páginas: 240
Editor: Vogais
Fundou a Apple. Deu vida às animações revolucionárias da Pixar. Imaginou um mundo com computadores eficientes e intuitivos. Deu-nos a hipótese de transportarmos nos bolsos a Internet, a música e as fotografias dos nossos dias. Inventou o iMac, o iPod, o iPhone e o iPad. Quatro revoluções em apenas três décadas. Steve Jobs, um dos maiores inovadores dos tempos modernos, em poucas décadas transformou por completo as indústrias da informática, da música e dos telemóveis, criando algumas das tecnologias mais utilizadas em todo o mundo.
O fundador e CEO da Apple liderou a empresa desde as suas origens humildes, na garagem dos seus pais, até ao império global que é hoje em dia, revolucionando a forma como vivemos e trabalhamos. Mas como foi que o fez? O que o levou a tomar as decisões incomuns que fizeram da Apple uma empresa de êxito global?
Encontraremos nesta obra de Daniel Smith múltiplos exemplos do pensamento de uma personalidade ímpar. Alguém que persistentemente e com épicas doses de mau feitio reinventou diversos aspetos das nossas vidas. E de alguns nem sequer sabemos ainda.
Porque, como Steve Jobs disse e repetiu inúmeras vezes, «Existem produtos que o público só sabe que quer quando lhos mostramos.» – Pedro Aniceto
Pedro Aniceto, de 47 anos, é profissional de informática desde 1980. Algo céptico por natureza, foi fazendo uso das suas consideráveis dioptrias na observação da evolução da tecnologia, que adora, mas com a qual não se considera casado até que um “crash” nos separe, e vai sorrindo perante tudo o que lhe foi já dado a observar. É Gestor de Produto e Responsável de Marketing do maior Apple Premium Reseller em Portugal e é figura de relevo na criação de comunidades relacionadas com a marca.
Daniel Smith é autor, editor e investigador de livros de não-ficção. Entre outros e variados temas, é autor da série How to Think Like, com obras sobre Sherlock, Steve Jobs e Mandela. Reside no leste de Londres
Este livro não é uma biografia de Steve Jobs. Embora escrito de uma forma cronológica, começando pela infância e juventude de Steve e terminando na sua morte prematura, vítima de cancro do pâncreas, a ênfase está no que ele realizou em cada uma das épocas em que podemos compartimentar a sua vida e como tudo o que fez teve causas no seu passado e consequências no seu futuro.
A grande lição que retiro deste livro é que Steve Jobs foi um visionário que esteve sempre à frente do seu tempo e era dotado de uma extraordinária tenacidade, a tal ponto que nada o vencia e sabia sair sempre por cima de todas as contrariedades, fazendo das derrotas oportunidades para fazer melhor.
- Os gestores não devem ir a reboque das tendências, mas serem capazes de as criar. Steve Jobs não acreditava em estudos de mercado; preferia criar, lançar no mercado e esperar feedback; se vendia, era um bom produto; se não vendia, era mau e retirava imediatamente do mercado. Era extremamente atento a tudo o que o rodeava e pensava sempre no que podia ser melhorado ou inovado, de forma a tornar as pessoas mais felizes. Ele próprio era a medida de todas as coisas. Pensava sempre: - Eu gostaria de usar isto? Se não se via no papel de consumidor desse produto, morria ali mesmo.
- Não faça nada que não seja realmente bom. A excelência era, para Steve Jobs, uma meta essencial. Achei muito interessante a imagem que ele costumava apresentar aos seus colaboradores: se fosse carpinteiro, faria as costas de uma cómoda de contraplacado para ficar mais barata, ou faria da mesma madeira da frente para ser mais robusta? Claro que quem fosse a favor do contraplacado, não tinha lugar na sua equipa. Dizia: os nossos produtos têm de ser os melhores; não interessa se uma peça fica escondida dentro do computador ou está à vista, tem sempre de ser perfeita.
Também gostei de ler que Steve Jobs era um ser humano com grandes qualidades, mas também com defeitos. Era, por exemplo, muito avesso a delegar e tinha dificuldade em confiar nas outras pessoas, o que lhe trouxe dissabores a nível pessoal e profissional. Era extremamente exigente e controlador; fazia grandes tempestades de coisas que outros considerariam insignificantes. Por exemplo, quando a Apple começou a lançar a sua rede de lojas próprias, tratou ele próprio de tudo ao mínimo pormenor; as lojas têm de ter rigorosamente a mesma imagem em todo o mundo. Para dar uma ideia desta exigência, uma loja portuguesa foi uma vez censurada pela auditoria só porque o saco de papel que forrava o caixote do lixo não era da cor que estava no guião.
Este é um livro que aconselho a todos os gestores ou candidatos a gestores, seja em que área for e a que nível, desde o chefe de secção ao CEO. Daqui retirarão muitas lições do que devem fazer, mas também não fazer, para se desempenharem cabalmente das suas funções. Steve Jobs, mesmo morto, continua a ser um mestre e um paradigma da gestão.
Sebastião Barata
Confesso que esta semana ia falar de Liderança e Gestão em termos conceptuais. É importante mergulhar de vez em quando nos conceitos, para fazermos um check-up àquilo que vamos fazendo, na prática, como gestores.
Voltando às “confissões”, até já tinha a tal matéria conceptual pronta. Mas não resisti a regressar à actualidade. Porquê? Já vai ver…
Tem estado atento à comissão parlamentar de inquérito ao caso Banco Espírito Santo? Por lá já passaram figuras essenciais para deslindar o último escândalo financeiro que tivemos: o governador do Banco de Portugal, o vice-governador que à época tutelava a supervisão dos bancos, um ex-ministro das Finanças, a actual ministra das Finanças e o presidente da CMVM.
Sei que ainda falta a figura principal (isto é understatement) de tudo isto: Ricardo Salgado. Mas vale a pena analisar três pontos: a falta de capacidade de antecipação, o jogo do “empurra” e a dificuldade em perceber onde está o vilão…
O jogo do “empurra” é fácil de perceber: ouve-se figuras-chave do processo e fica-se com a impressão que ninguém quer assumir a decisão que viabilizou a entrada do Fundo de Resolução no banco. Será que aqueles actores não percebem que a função de um gestor é tomar decisões (custe o que custar à sua imagem e/ou ao seu futuro político)?
O terceiro ponto, a dificuldade em perceber quem é o vilão, também não tem mistério: ouve-se os deputados, e até parte da minha classe (Imprensa), e ficamos com dúvidas sobre quem é a personagem (s), responsável pelo afundamento do banco. E não é seguramente a ministra das Finanças nem o governador do Banco de Portugal…
A falta de capacidade de antecipação é o ponto que mais me incomoda, como analista. Porque é aquele onde se notam as maiores falhas na Liderança e Gestão. Houve o caso BPN (cuja primeira notícia de problemas foi dada pela “Exame”, em 2001); houve o caso BPP; houve os problemas com o BCP… Durante estes anos, o que andou a fazer o gestor responsável pela Supervisão do banco central?
Um gestor, ensinaram-me quando assumi funções de Direcção pela primeira vez, é alguém cuja principal missão é antecipar problemas e encontrar soluções para os mesmos. Ora vamos lá aplicar isto à prática: já tinha havido problemas; logo quem estava à frente da Supervisão tinha obrigação de ter percebido que, ou mudava a forma de funcionamento do seu departamento, ou os problemas repetir-se-iam no futuro (como efectivamente aconteceu – e desconfio que voltaria a acontecer). Simples, não é? Pelos vistos não…
Camilo Lourenço é licenciado em Direito Económico pela Universidade de Lisboa. Passou ainda pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque e University of Michigan, onde fez uma especialização em jornalismo financeiro. Passou também pela Universidade Católica Portuguesa. Comentador de assuntos económicos e financeiros em vários canais de televisão generalista, é também docente universitário. Em 2010, por solicitação de várias entidades (portuguesas e multinacionais), começou a fazer palestras de formação, dirigidas aos quadros médios e superiores, em áreas como Liderança, Marketing e Gestão. Em 2007 estreou-se na escrita, sendo o seu livro mais recente “Saiam da Frente!”, sobre os protagonistas das três bancarrotas sofridas por Portugal que continuam no poder.
Comecemos por clarificar. Há que distinguir entre empreendedor e empresário. Que não são a mesma coisa. O empreendedor é uma pessoa que tem prazer em empreender, em criar coisas. O empresário é alguém que gosta de desenvolver o negócio e, sobretudo, de gerir.
Uma caraterística que distingue os autênticos empreendedores é a de não admitirem a hipótese do fracasso. Não é que estejam cegos ou iludidos. Antes pelo contrário, têm bem a noção da realidade. Mas a sua vontade é tão grande e tão forte que supera tudo, mesmo o sucessivo fracasso.
Empreender é uma forma de encarar o mundo e uma certa maneira de entender a vida, com a qual nem todos se sentem confortáveis. Há quem prefira a segurança, a rotina, ou simplesmente deixar que sejam os outros a correr riscos. Quando montam um negócio, essas pessoas normalmente não têm sucesso. Isto porque não estão habituadas às contrariedades, à frustração e não desenvolveram a capacidade de resistência e de sofrimento. Estas, por vezes, têm de ser enormes.
O que nos leva a fazer uma distinção importantíssima entre motivo e motivação para iniciar um negócio.
O motivo é a causa que leva a agir. Como odiar o chefe ou a empresa em que se trabalha. Estar desempregado. Querer compatibilizar os horários familiares com os profissionais. Ganhar mais dinheiro do que sendo trabalhador por conta de outrem.
Mas a motivação é outra coisa. Nasce da vontade intensa, da expetativa, do sonho e do desejo profundo de empreender. Que constituem uma motivação sólida e duradoura do empreendedor e lhe dão a combatividade e a força necessárias para não desistir. Por isso se diz “quem corre por gosto, não cansa”.
1º – Ser visionário
Identificar oportunidades de negócio em qualquer ocasião, seja viagens de trabalho, conversas ou férias. Ter sempre vários cenários para alcançar e novos caminhos para pesquisar.
2º - Capacidade negocial
Encarar a cooperação entre pessoas, parceiros e empresas, para atingir objetivos de tal forma que todos saiam a ganhar.
3º - Ousadia e coragem
Ter a ousadia de transformar as ideias em realidade. Ver os fracassos como oportunidades de aprendizagem, e não como derrota. Estes são apenas um resultado como qualquer outro. Ser capaz de reagir e de não desistir.
4º - Estabelecer contatos
Desenvolver relações que possam servir de suporte à expansão e ao aprimoramento do negócio e da sua sustentação.
5º - Conhecer a realidade do mercado
Permite perceber as hipóteses de sucesso, avaliar as alternativas, fazer as escolhas e calcular os riscos. Esforçar-se continuamente para aumentar o conhecimento. Investigar, estudar e analisar.
6º - Energia física e intelectual
Dão força e vontade para avançar e inteligência e competência para solucionar os problemas.
7º - Ter autoconfiança
Ter fé na capacidade pessoal e não colocar em dúvida a convicção de conseguir o que quer. Confiar nas capacidades reais do projeto, assim como na autoafirmação pessoal.
8º - Estabelecer metas
Deverá estabelecer metas mensuráveis, tarefas a cumprir, ter flexibilidade no plano, fazer a revisão de metas e manter a organização. O plano pode ser revisto periodicamente, mediante os resultados e as circunstâncias do momento. Deverá escolher entre corrigir ou mudar a trajetória.
9º - Liderança
Para conseguir um grupo de trabalho leal ao projeto, deverá ser capaz de motivar os outros. Deverá ser capaz de transformar prejuízo em lucro, insucesso em vitória, insatisfação em entusiasmo e este, por sua vez, em paixão.
10º - Ser o seu próprio patrão
Adote posturas que envolvam iniciativa e realização. É preciso iniciar, mas só poderá acabar quando esta se realizar. Nunca perda de vista o compromisso e a persistência, a autoconfiança e a persuasão, o otimismo e a força de vontade, a tolerância e a paciência, sempre com total independência, mas sem isolamento.
O motivo que leva à decisão de empreender não é o mais importante, desde que exista a motivação.
Maria Duarte Bello é diretora-geral da MDB - Coaching e Gestão de Imagem, Unipessoal Lda. Coach especialista em Executive, Team e Life Coaching, formada pelo Instituto International OlaCoach e pela The International School of Coaching, entidades reconhecidas pelo ICF – International Coach Federation. Com um master em Gestão de Imagem pela Universidade Complutense de Madrid; Estudos Avançados em Comunicação Social pela Universidade Complutense de Madrid e doutoranda em Comunicação Social pela mesma. Licenciada em Direito. É formadora nas áreas da Comunicação e Comportamento e Gestão de Imagem. Consultora de Protocolo na organização de eventos. É ainda docente no ISLA Campus Lisboa – Laureate International Universitie; foi ainda docente no Instituto Superior de Novas Profissões (INP). Dispõe de obra publicada, entre os quais o livro "Empresários à conquista do mundo".
Anabela Miranda Rodrigues é a nova ministra da Administração Interna, uma escolha que Passos Coelho deu a conhecer ao final desta terça-feira de manhã a Cavaco Silva.

O site oficial da Presidência da República já deu conta que o Chefe de Estado "aceitou a proposta que lhe foi apresentada pelo primeiro-ministro de exoneração, a seu pedido, do Dr. Miguel Bento Martins Costa Macedo e Silva do cargo de ministro da Administração Interna" e que "nos termos da mesma norma constitucional" foi aceite "a proposta que lhe foi apresentada pelo primeiro-ministro de nomeação da Profª. Doutora Anabela Miranda Pinto de Miranda Rodrigues para o mesmo cargo".
É a primeira vez que uma mulher assume a pasta da Administração Interna. Aliás, Anabela Rodrigues foi também a primeira mulher a doutorar-se, em 1995, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde atualmente leciona e, após ter sido eleita em 2011, foi também a primeira mulher a liderar esta instituição.
Em 2004, foi escolhida por José Pedro Aguiar-Branco, então ministro da Justiça, para liderar o Centro de Estudos Judiciários (CEJ).