O presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), José Carlos Caldeira, afirma que Portugal vai assistir ao “aprofundamento” do investimento em investigação e desenvolvimento (I&D) nas empresas e à sua colaboração com o sistema científico.
José Carlos Caldeira falou à Lusa a propósito da parceria da ANI com a COTEC, no âmbito do 12.º Encontro Nacional de Inovação, que decorre hoje, quarta-feira, na Culturgest, em Lisboa, sob o tema “Inovação intensiva em conhecimento”.
Relativamente ao evento, o presidente da ANI diz que a “valorização do conhecimento é um tema que está no centro” da missão da agência, e que “Portugal tem tido um desempenho muito bom”, adiantando que tem uma expetativa “positiva” sobre o Encontro Nacional de Inovação.
No entanto, a incorporação desse conhecimento na produção de artigos e serviços inovadores ainda tem um caminho a percorrer. “Temos demonstrado algumas limitações na transferência do conhecimento tecnológico para as empresas na produção de novos produtos e serviços inovadores”, considera José Carlos Caldeira. No entanto “estamos certos que vamos assistir em 2016 ao aprofundamento da tendência de investimento em investigação e desenvolvimento entre empresas e à colaboração do sistema científico tecnológico e empresas”, salienta, adiantando que tal irá permitir ter “uma economia mais competitiva e mais internacionalizada”.
Por sua vez, o administrador da ANI, Miguel Barbosa, avança que, no 12.º Encontro Nacional de Inovação, que conta com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a ANI vai dar a conhecer a sua colaboração com a COTEC, além das iniciativas para o próximo ano, nomeadamente em termos de capacitação das empresas.
09-12-2015
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