O Fundo Monetário Internacional (FMI) oficializou o yuan como parte do seu cabaz de divisas, conhecido como Direito de Saque Especial (SDR na sigla anglo-saxónica), formalizando-o como moeda de reserva.
É a primeira vez em 35 anos que uma moeda é acrescentada ao lote internacional.
A decisão, anunciada hoje, 30 de novembro, pela presidente do FMI, Christine Lagarde, representa uma grande vitória para o Governo chinês. Isto porque, a partir de outubro de 2016, o yuan passa a ser uma das moedas mundiais de reserva, juntando-se ao dólar, euro, libra esterlina e iene – as referências para todas as transações realizadas pelo FMI e por outras instituições internacionais.
O yuan terá um peso de 10,92% no novo cabaz de divisas, ultrapassando a libra (8,09%) e o iene (8,33%). A moeda com maior peso continua a ser o dólar (41,73%), seguido pelo euro (30,93%).
A revisão ao cabaz de SDR acontece de cinco em cinco anos. Em 2010 o FMI recusou a inclusão do yuan. A instituição liderada por Christine Lagarde considera agora que estão cumpridos os critérios de exportação da moeda e de livre circulação.
30-11-2015
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