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Edith Wharton 

Moçambique: falta de recursos dificulta participação das PME nos grandes projetos

Moçambique: falta de recursos dificulta participação das PME nos grandes projetos
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A falta de recursos financeiros e estrutura orgânica de gestão para implementar normas de qualidade e processos de certificação em Moçambique são alguns dos principais entraves à participação de grande parte das Pequenas e Médias Empresas (PME) do país na cadeia de valor dos grandes investimentos em curso.


MaputoMozambique

Esta constatação foi feita em Maputo no decurso do seminário subordinado ao tema “Certificação de Empresas: Metas e Desafios”, revela a Rádio Moçambique. O evento foi promovido pela XZ Consultores Moçambique, em parceria com a CTA - Confederação das Associações Económicas de Moçambique, a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) e o Instituto Nacional de Normalização de Qualidade (INNOQ).

O vice-presidente do Pelouro da Indústria, Comércio e Serviços da CTA, Francisco Pereira dos Santos, sustentou que os custos para uma PME aderir ao processo de certificação se situam entre 10 mil e 15 mil dólares (8 mil a 13 mil euros), dependendo do volume de negócios, entre outros aspetos, razão pela qual as empresas preferem adiar o processo de certificação, por dificuldades na avaliação do seu impacto.

“Notámos que as empresas que recorrem a este tipo de serviços não vão buscar crédito bancário para tal, porque têm alguma dificuldade em avaliar o seu impacto, preferindo por isso adiar o processo de certificação, que implica a realização de um investimento”, referiu Francisco Pereira dos Santos. Os grandes investidores, sobretudo na área dos recursos naturais, realçou, têm exigido estes requisitos, nomeadamente a certificação e implementação das normas, pelo que se as PME quiserem fazer parte da sua cadeia de valor têm de passar por este percurso.

“Em Moçambique, particularmente no setor privado, temos de olhar para isto como uma questão fundamental para nos tornarmos mais organizados, profissionais e eficientes e, acima de tudo, provar que somos um setor capaz de fornecer bens e serviços a qualquer tipo de cliente”. Como uma das soluções, o vice-presidente do Pelouro da Indústria, Comércio e Serviços da CTA disse esperar que o Governo dê continuidade ao projeto PACDE-MESE, que visava a comparticipação no financiamento de atividades orientadas para o crescimento e melhoria da posição competitiva das PME no mercado. 


21-10-2015



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