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David Neeleman venceu o processo de privatização da companhia aérea portuguesa. O dono da Azul vai ficar com 61% da TAP. A proposta de Neeleman foi "muito melhor" do que a que foi apresentada por Germán Efromovich, segundo o Negócios.
O consórcio formado pela Azul e pela Barraqueiro ganhou a privatização de 61% do capital da TAP. A proposta de Neeleman foi considerada pelo Conselho de Ministros "muito melhor" do que a que foi apresentada por Germán Efromovich, segundo o Negócios. David Neeleman participou no processo de privatização da companhia aérea portuguesa em parceira com a Barraqueiro, liderada por Humberto Pedrosa. O empresário já se comprometeu a adquirir 53 novos aviões e a reforçar o "hub" de Lisboa, para "que a TAP possa continuar a contribuir com cerca de dois mil milhões para a economia portuguesa".
"Uma parte importante do nosso plano é a renovação da frota. Iremos comprar 53 aviões novos e tecnologicamente avançados. Além de serem um elemento adicional de motivação para os nossos colaboradores, são também um fator muito relevante para os nossos clientes, já que ao serem mais cómodos, silenciosos e económicos constituem um fator adicional para que continuem a dar preferência à TAP", disse David Neeleman em declarações por escrito ao Negócios no passado dia 5 de Junho.
Na altura, David Neeleman afirmou também que quer "dar continuidade ao legado da TAP em matéria de segurança e profissionalismo de todos os que lá trabalham e, simultaneamente, criar uma companhia financeiramente sólida, no longo prazo, de modo a que todos se sintam orgulhosos por trabalhar numa companhia aérea que perdurará para as gerações futuras". "Somos um grupo de parceiros fortes e comprometidos, com uma história de sucesso e crescimento que fala por nós. Este é um compromisso que o Humberto Pedrosa e eu assumimos juntamente com os nossos parceiros perante o País, a TAP, os seus colaboradores e os seus clientes."
Perfil de David Neeleman
Filho de americanos, nascido em São Paulo em 1959, criou até agora quatro companhias aéreas, a Morris Air e a JetBlue, nos Estados Unidos, a WestJet no Canadá e a Azul no Brasil. É considerado um empreendedor no negócio da aviação, sendo-lhe atribuídas inovações desta indústria como o e-ticket e a TV ao vivo durante os voos. Orgulha-se de nunca ter feito despedimentos em massa, de todas as companhias que fundou serem lucrativas e de ter sempre distribuído lucros pelos colaboradores.
Fonte: Negócios
