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António Barreto substituído por Nuno Garoupa na liderança da Fundação Francisco Manuel dos Santos

António Barreto substituído por Nuno Garoupa na liderança da Fundação Francisco Manuel dos Santos
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A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) confirmou em comunicado que o sociólogo António Barreto pediu a demissão da presidência do conselho de administração da Fundação, tal como o Económico avançou.

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António Barreto substituído por Nuno Garoupa na Fundação Francisco Manuel dos Santos

"Na sua reunião de 15 de Abril de 2014, o Conselho de Curadores, presidido por Alexandre Soares dos Santos (e que inclui D. Manuel Clemente e os Professores João Lobo Antunes e Luís Valente de Oliveira), decidiu aceitar o pedido de demissão do Presidente do Conselho de Administração da FFMS, António Barreto", refere o comunicado conjunto enviado às redações e assinado por Alexandre Soares dos Santos e António Barreto.

"Termina assim o primeiro ciclo de vida da Fundação, criada em 2009. Segundo a vontade do fundador, as atividades futuras da Fundação deverão continuar a respeitar e desenvolver a missão definida pelos Estatutos e consagrada na Carta de Princípios", referiu ainda, acrescentando que o sociólogo será substituído por Nuno Garoupa.

No ano passado, foi noticiado que António Barreto deixaria a presidência-executiva da fundação, para ser substituído pelo jurista Nuno Garoupa, embora permanecendo como presidente do conselho de administração. Porém, o sociólogo deixará todos cargos que desempenha na fundação, numa saída prematura que interrompe o atual período de transição e acelera a subida de Nuno Garoupa para a presidência.

Tal como o Económico noticiou, a decisão de António Barreto surge na sequência de diferenças de opinião com a família fundadora em torno da estratégia da instituição em áreas como o ensino superior, entre outras onde o patriarca da família, Alexandre Soares dos Santos, tem defendido uma postura mais interventiva.

Esta postura contrasta com a linha que tem vindo a ser defendida por António Barreto, que passa, sobretudo, por fornecer à sociedade portuguesa as ferramentas necessárias para o debate e investigação sobre temas de interesse coletivo.

A fundação criada em 2009 pela família Soares dos Santos tem desempenhado nos últimos anos um importante papel na realização de estudos e debates sobre a realidade nacional, para além de disponibilizar uma base de dados (Pordata) com informações estatísticas sobre os mais diversos domínios da economia e da sociedade portuguesa.



Fonte: Económico

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