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O gestor pergunta como e quando. O líder pergunta o quê e porquê  Warren Bennis 

Edith Wharton 

Sai Rui Cartaxo e entra Rui Vilar para o cargo de presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais

Sai Rui Cartaxo e entra Rui Vilar para o cargo de presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais
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Rui Cartaxo vai deixar de ser presidente e CEO da REN, avançou o Público. O gestor será substituído por Rui Vilar, ex-presidente da Gulbenkian, mas atual membro não executivo daquela Fundação e também membro não executivo da administração da REN já desde a privatização em 2012.

Rui-Cartaxo-REN copyA entrada de Rui Vilar terá, no entanto, que ser aprovada pelos acionistas, que reúnem em assembleia geral em abril, mas ainda segundo o Público o que estará decidido é que o responsável fique à frente da empresa, pelo menos, até ao final deste ano, quando termina o mandato da atual administração.

"Vou deixar a REN numa situação sólida e saudável e com boas perspetivas. O maior risco para o futuro da REN era que impostos, como o imposto extraordinário sobre a energia em 2013, se tornassem recorrentes. Mas a minha expetativa e dos acionistas da empresa é que isso não aconteça", afirmou o presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais, numa entrevista à Lusa, um dia depois de ter anunciado que renunciara ao cargo antes do fim do mandato, que terminava no final deste ano.

Para o gestor, "tirando esse risco, a empresa está hoje com perspetivas melhores do que nos últimos anos, fruto quer da sua solidez, quer da melhoria da situação do país".

Os resultados que a REN, gestora das redes de transportes de gás e eletricidade em alta, irá a apresentar na segunda-feira "vêm confirmar a solidez e a resiliência da empresa", afirmou.

Ainda sobre a taxa extraordinária para o setor da energia, Rui Cartaxo esclareceu que, embora tenha discordado com a medida, tal como tornou público na altura em que o Orçamento de Estado foi aprovado, se aquela "fosse equilibrada e proporcionada poderia ser compreensível e aceitável pela situação que a sociedade portuguesa estava, e ainda está, a atravessar". Mas, adiantou, ter discordado da taxa porque esta "atingiu de forma desproporcionada a REN".

Na próxima assembleia geral da REN, marcada para 03 de abril, onde o nome de Rui Vilar deverá ser aprovado para novo presidente da empresa, substituindo Rui Cartaxo, o gestor diz que "vai começar a ser preparada a transição para um novo modelo de governance com separação de chairman [presidente do conselho de administração] e de CEO [presidente da comissão executiva] ".

Adiantou, será eleito "um novo presidente até ao final deste mandato. Não vão estar em discussão os corpos sociais para o mandato que começa em março de 2015".

Rui Vilar vai, assim, assumir funções numa altura em se prepara a última fase de privatização da empresa, com a venda de 11% que o Estado detém na empresa, uma operação que deverá ocorrer ainda durante o primeiro semestre deste ano, tal como o agora administrador da REN confirmou em declarações à Lusa.



Fonte: Diário de Notícias

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