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O Procurador-Geral da República (PGR) de Cabo Verde, reconduzido nas funções pelo governo em fins de Dezembro, pediu escusa para exercer o cargo devido a "razões pessoais muito fortes", referiu o primeiro-ministro cabo-verdiano.

Segundo José Maria Neves, o PGR Júlio Martins, depois de ter aceitado o convite para continuar nas funções que desempenha desde 2008, mandato de cinco anos que terminou a 11 de Outubro de 2013, acabou por pedir escusa por razões de natureza familiar que o impedem de permanecer em Cabo Verde.
"Convidei Júlio Martins para continuar como PGR, que aceitou. Mediante essa aceitação, fiz a proposta ao presidente da República (de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca), que também a aceitou", explicou.
"Entretanto, o PGR teve problemas pessoais, muito fortes, de natureza familiar, que estão a impedir, neste momento, a sua permanência em Cabo Verde. Por causa disso, Júlio Martins pediu escusa e disse que não está em condições de poder reassumir o cargo de PGR", acrescentou José Maria Neves.
O primeiro-ministro cabo-verdiano adiantou que o governo está a trabalhar para apresentar uma personalidade que irá substituir Júlio Martins, mas não avançou com qualquer prazo nem nomes.
Fonte: Angop
