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Edith Wharton 

Presidente do Porto do Lobito assume Aplop

Presidente do Porto do Lobito assume Aplop
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O presidente do conselho de administração do Porto do Lobito, Angola, Anapaz de Jesus Neto, foi declarado presidente transitório da Associação dos Portos de Língua Portuguesa (Aplop), até a constituição da Associação dos Portos de Angola (APA) que deverá eleger o presidente para o biénio 2013/2015.

AplopAngola foi eleita presidente da Aplop, em substituição de Portugal, no quadro do VII Congresso dos Portos de Língua Portuguesa (Aplop), que decorreu de 17 a 18 de Outubro, nesta cidade, mas o país não dispõe de uma organização associativa dos portos nacionais (em fase constitutiva), entidade que deverá ser constituída brevemente, devendo deliberar sobre a titularidade da gestão da organização comunitária.

Entre os corpos gerentes, conforme resultados anunciados pelo presidente cessante, José Luís de Cacho, foi eleita a República de Moçambique à presidência da assembleia Geral, Brasil como vice-presidente, Portugal, para vogal, enquanto o conselho fiscal é presidido por Cabo-Verde, integrando São-Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

Independentemente do plano de trabalhos a adotar pela nova direção, sublinhou, a futura gestão dedicar-se-á ao estudo do mercado, já em curso, devendo os seus resultados serem apresentados no próximo ano, em São-Tomé e Príncipe.

A formação de quadros e a constituição do regime especial comunitário, visando por essa via criar uma “marca Aplop”, a aproximação das empresas portuárias da associação, são, entre outros, os desafios que se colocam à gestão angolana.

Em relação à sua gestão, frisou que os primeiros três anos de existência da Aplop, permitiram a constituição de um espaço marítimo e portuário da lusofonia que tem um papel importante no âmbito da cooperação que contribui para o desenvolvimento económico dos países membros.

Este referiu que isso, por si só, deixa-o orgulhoso, ainda mais com aquilo que pode ser testemunhado pelo congresso do Lobito, onde foram apresentados vários temas importantes para o desenvolvimento económico, principalmente de Angola e Moçambique, Brasil, além do estudo do mercado, em curso, respeitante à avaliação das economias.

Acrescentou que se trata de um estudo dinâmico com permanentemente atualização e monitorização das economias comunitárias, o que irá contribuir para a consequente evolução económica das partes.

Reconheceu o desempenho de Angola no quadro associativo, cuja escolha para a presidência o deixa satisfeito, numa fase inicial assumida pelo Porto do Lobito até que seja criada a Associação dos Portos de Angola (APA), que deverá eleger o presidente em exercício.

Admitiu haver “uma forte aposta na economia do mar ”por parte de Angola, o que a coloca, segundo as suas palavras, “no caminho certo” visando uma cooperação integrada”.

Um grande desafio que se coloca é o de que as empresas privadas que operam nos portos possam também aderir à associação, visto que um porto nunca se faz só com as entidades públicas, no quadro da parceria público-privada.



Fonte: AngolaPress

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