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Aos 59 anos, a chanceler alemã confirmou o estatuto de mulher mais poderosa do mundo, ao tornar-se na primeira dirigente europeia a ser reconduzida no cargo, depois da crise financeira e monetária que abalou a UE.

Os conservadores CDU-CSU da chanceler alemã Angela Merkel venceram este domingo as eleições legislativas.
A chanceler deu ao partido CDU o melhor resultado desde a reunificação do país, em 1990, com 42,5% dos votos, uma subida de cerca de nove pontos percentuais relativamente à última eleição em 2009, de acordo com projeções baseadas nos resultados parciais difundidas pela cadeia pública ZDF.
Merkel apareceu sorridente junto dos apoiantes, para se congratular pelo "super-resultado" e prometer "quatro novos anos de êxitos". Considerou ser "demasiado cedo" para se pronunciar sobre o caminho a seguir em termos de alianças. Mas, a confirmarem-se as projeções, a chanceler poderá dirigir a Alemanha sem parceiro de coligação. Prudente, Merkel declarou ser preciso "aguardar os resultados definitivos", ao mesmo tempo que sublinhou "já ter o direito de festejar".
Os eleitores alemães (61,8 milhões) aprovaram a gestão que Merkel fez da crise do euro e de ter sabido proteger a primeira economia europeia. Durante a campanha, a chanceler destacou o bom estado das finanças públicas e a descida do desemprego, para 6,8%.
Nenhum dos seus homólogos de Espanha, França, Itália ou Reino Unido foi reeleito desde o início da crise financeira. Na Alemanha do pós-guerra, só Konrad Adenauer e o chanceler da reunificação Helmut Kohl cumpriram três mandatos na chefia do governo.
