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Paulo Pinto, diretor-geral da La Redoute Portugal, passará a presidente executivo também para Espanha, onde se mantém um escritório comercial.

A La Redoute, empresa de vendas à distância, concentrou as operações ibéricas em Portugal, onde passará a ter o seu centro de decisão.
Será a partir de Leiria que a empresa de venda por catálogo e internet passa a ter toda a atividade logística, distribuição, centro informático, financeiro e direção geral.
Em comunicado, Paulo Pinto sublinha que esta consolidação “pretende melhorar a competitividade de ambos os mercados” e aproveitar as competências da empresa em Portugal nas áreas de suporte ao negócio.
“Esta decisão é o reconhecimento do excelente trabalho realizado pelos nossos colaboradores em Portugal e da grande aceitação que a marca sempre teve nestes últimos 25 anos, junto dos consumidores portugueses”, disse.
As encomendas feitas através da Internet pesam perto de 70% do volume de negócios da empresa, que diz ser a loja online número um em moda e decoração. A intenção é ter, em Espanha, o mesmo desempenho.
A La Redoute conseguiu transferir clientes habituais do catálogo para o site. Em 2011, o peso das vendas online no negócio era de 57%. Está em Portugal há 25 anos e é uma marca da Redcats, que pertence grupo francês Kering (ex-PPR, Pinault Printemps Redoute).
Em Junho, durante a reunião anual de acionistas em Paris, o presidente executivo da Kering, François-Henri Pinault anunciou a venda da La Redoute até ao final do ano. Na mesma altura, foi aprovada a mudança de nome, que traduz a nova estratégia do gigante francês, agora concentrado nas suas marcas de luxo (Gucci, Balenciaga, Botteha Venetta, por exemplo) e de vestuário desportivo (Puma ou Volcom). Na mesma altura, a Kering levou a Fnac de novo à bolsa, preparando a cisão da empresa de retalho do grupo.
